"If you cant change the world, change yourself
If you cant change the world, change yourself
And if you cant change yourself....change the world"
Lonely Planet, The The
Hoje é a noite em que os Pixies actuam em Paredes de Coura. Numa altura em que ainda não se sabe se a SIC Radical transmite o concerto, a música em audição aqui no Fight Club só podia ser deles.
No post anterior a este, escrevi sobre a depressão que afecta o nosso país e na necessidade de inverter esta tendência. Ao olhar para as músicas que tenho no disco duro do meu computador (5175, número que vai aumentar nos próximos dias, porque continuo o processo de transferir a música dos CDs para o disco duro), reparo que faltam canções daquelas que ajudam a levantar o ânimo, o que em inglês se designa por feel good songs. Nesta altura de Verão faltam, por exemplo, as músicas dos Beach Boys. Como diz o (irritante) anúncio, que toda a gente imita: é que é já a seguir.
Ao ver a notícia da venda de um quadro da colecção do falecido Champalimaud por 17 milhões de euros, lembrei-me de uma música dos anos 80, que recordo muito bem, até porque o videoclip estava gravado numa daquelas cassetes VHS que eu e o meu irmão víamos vezes sem conta.
"Post office clerks put up signs saying position closed
And secretaries turn off typewriters and put on their coats
Janitors padlock the gates
For security guards to patrol
And bachelors phone up their friends for a drink
While the married ones turn on a chat show
And they'll all be lonely tonight and lonely tomorrow
Gentlemen time please, you know we can't serve anymore
Now the traffic lights change to stop, when there's nothing to go
And by five o'clock everything's dead
And every third car is a cab
And ignorant people sleep in their beds
Like the doped white mice in the college lab
Nothing ever happens, nothing happens at all
The needle returns to the start of the song
And we all sing along like before
And we'll all be lonely tonight and lonely tomorrow
Telephone exchanges click while there's nobody there
The Martians could land in the carpark and no one would care
Close-circuit cameras in department stores shoot the same video every day
And the stars of these films neither die nor get killed
Just survive constant action replay
Nothing ever happens, nothing happens at all
The needle returns to the start of the song
And we all sing along like before
And we'll all be lonely tonight and lonely tomorrow
Bill hoardings advertise products that nobody needs
While angry from Manchester writes to complain about
All the repeats on T.V.
And computer terminals report some gains
On the values of copper and tin
While American businessmen snap up Van Goghs
For the price of a hospital wing
Nothing ever happens, nothing happens at all
The needle returns to the start of the song
And we all sing along like before
Nothing ever happens, nothing happens at all
They'll burn down the synagogues at six o'clock
And we'll all go along like before
And we'll all be lonely tonight and lonely tomorrow"
Del Amitri, Nothing Ever Happens
P.S.: Esta é também a música em escuta aqui no Fight Club
Há quase dois anos que não escrevo aqui sobre a Carla Bruni, gostava de dizer que continuo a gostar muito de a ouvir.
E que estou a gostar muito de ver o programa sobre ela que está a dar neste momento no Biography Channel.
Para quando um 2ª álbum?

Estou então de partida, mas deixo no blog duas das minhas músicas favoritas para ouvirem: Utopia dos Goldfrapp e It's So True dos Spain.
Tenham uma óptima semana!
A partir de hoje, este blog vai ter sempre uma (ou mais) música(s) em audição.
Não há critérios predefinidos para a escolha das músicas: poderá ser uma música que descobri recentemente, poderá ser uma que tinha saudades de ouvir, poderá ser de um artista que fui ver (ou gostaria de ter ido), ou até pode ser uma música que me recorde algum acontecimento.
Espero que seja uma boa razão para visitar o Fight Club, até porque as músicas escolhidas vão alterar muitas vezes e serão dos mais variados géneros musicais.
...
Hide what you have to hide
And tell what you have to tell
You'll see your problems multiplied
If you continually decide
To faithfully pursue
The policy of truth
...
Policy of Truth, Depeche Mode
(a ver o videoclip no VH1)
Ontem escrevi sobre um concerto que não posso ver, aquele que reúne no dia 10 de Março os Keane e Rufus Wainwright. Hoje escrevo sobre outro, um que penso poderei ver, é no dia 26 de Fevereiro que Cristina Branco apresenta o seu novíssimo Ulisses no Teatro São Luíz em Lisboa. Um concerto que recomendo, mesmo aos que não se identificam com o fado.
Um dos álbuns mais interessantes do ano passado, foi o de estreia dos Keane, "Hopes and Fears". Estava por isso com alguma curiosidade em ver o concerto que eles vão dar em Março em Lisboa no Coliseu dos Recreios, ainda por cima já tinha companhia porque uma amiga vai ver o concerto. Hoje fiquei a saber que a primeira parte estava a cargo do canadiano Rufus Wainwright, de cuja música gosto bastante e por isso, o que parecia um bom concerto, transformou-se num concerto imperdível. Já estava decidido a adquirir o bilhete, quando reparei que o dia do concerto (10 de Março) é precisamente o dia em que regresso de umas mini-férias em Londres, e por isso é totalmente impossível assistir aos Keane e ao Rufus Wainwright.
Fica a sugestão, espero que a possam aproveitar. Por € 20 vale bem a pena!
Não sei como será este ano de 2005, já desisti de fazer esses exercícios de futurologia.
Espero que seja um ano com muita música.
Aqui vão as minhas escolhas do ano:
Álbum:
1."You Are the Quarry", Morrissey
2."Franz Ferdinand", Franz Ferdinand
3."Medulla", Björk
4."Talkie Walkie", Air
5. "Mind, Body & Soul", Joss Stone
Música:
1. "Take me Out", Franz Ferdinand
2. "Come back to Camden", Morrissey
3. "Yeah!", Usher
4. "Left Outside Alone", Anastacia
5. "Leaving New York", REM
Cinema:
1. Antes do Anoitecer, Richard Linklater
2. O Amor é um Local Estranho, Sofia Coppola
3. O Despertar da Mente, Michel Gondry
4. Diarios de Che Guevara, Walter Salles
5. A Má Educação, Pedro Almodóvar
Filmes que gostaria de ter visto (e ainda não vi):
1. A Vila, M. Night Shyamalan
2. A Melhor Juventude, Marco Tulio Giordana
3. A Vida é um Milagre, Emir Kusturika
4. Colateral, Michael Mann
5. Rapariga com Brinco de Pérola, Peter Webber
Espero receber os vossos comentários a estas escolhas que fiz, mandem as vossas listas!

Amanhã estarei no Pavilhão Atlântico a ouvir (e ver) esta senhora...
I won't spend my life, waiting for an angel to descend,
searching for a rainbow with an end,
now that I've found you
I'll call off the search.
and I won't spend my life, gazing at the stars up in the sky
wondering if love will pass me by
now that I've found you
I'll call off the search
Out on my own I would never have known
this world that I see today
and I've got a feeling
it won't fade away
and I won't end my days, wishing that love would come along,
cause you are in my life where you belong
now that I've found you
I'll call off the search
Katie Melua, Call off the search
Quando a inspiração falha, porque não recorrer às coisas escritas por outros, e tal como dizem os Clã, "a lingua inglesa fica sempre bem":
Save me
from this sadness it's coming
or take me
before my smile it's dissolving
wake me
from this nightmare I'm entering
don't let me fall in the corners of my own
As a tear comes from inside
I feel like I'm gonna drown
and as I'm searching for something to occupy my mind again
I lay
Down on my bed
But then a picture of my soul shows me
there's no way instead
touch me
make me feel I'm alive
or forgget me
maybe I would die with time
love me
all I need is a hug
embrace me
'cause times are going too rough
and as I think I'm lost nowhere
I find where I am all alone
and as i'm desperating slowly just looking
at my night without stars
I pray
that someone could call
but then a picture of my own
tells me I'm made to fall
and it's a picture of my own
a picture of my own
a picture of my own
that's making me feel this way
and I'm so sorry babe
it's all so silent here
up here
here,here...
Fingertips, Picture of my own (música do excelente anúncio da Super Bock Green)
No outro dia, quando referi alguns dos espectáculos que gostaria de ver, comentei que as restrições orçamentais me obrigavam a seleccionar apenas alguns. Este mês, ainda por cima, tive duas situações totalmente inesperadas que resultaram em despesas extra, pelo que, quando soube que os Pet Shop Boys, um dos grupos que marcou a minha adolescência, ia estar em Portugal, num concerto com entrada gratuita, nem hesitei.
O concerto foi muito bom, e os milhares de pessoas, que se deslocaram ao Freeport em Alcochete, puderam assistir a um espectáculo que incluíu todos os grandes sucessos da longa carreira dos Pet Shop Boys. Só tenho pena que o meu irmão mais velho não estivesse lá, ele que era (presumo que ainda seja) um fã da música dos Pet Shop Boys.
Eu vou ficar atento e tentar descobrir mais espectáculos de borla. Depois vou revelando aqui...
Confesso que sou um fã da música dos anos 80, em especial do electro pop. Já aqui escrevi que os anos 80 foram a altura em que descubri a música, com os telediscos que eu e o meu irmão gravávamos e víamos vezes sem conta.
No próximo Sábado vai estar em Portugal, pela primeira vez, um dos grupos que marcou a minha adolescência, falo dos Pet Shop Boys. O concerto vai ser no Freeshop de Alcochete, e vai ser bom ouvir o "West End Girls", ou o "Domino Dancing" ao vivo...
No outro dia, fiz aqui referência ao concerto dos Pixies, que o Sol Música transmitiu. Hoje repete às 21 horas, tenho novamente um jogo de xadrez que me impede de o ver...
se não tivesse um jogo de xadrez, não perdia, às 20 horas, o concerto dos Pixies no Sol Música.
Magnetic Fields - 20/10
Caetano Veloso - 24/10
Rufus Wainwright - 13/11
Maria Rita - 19/11
Anastacia - 24/11
Gostava de ir ver estes concertos, mas tenho de me impôr alguma restrição financeira (ainda não consegui perceber o segredo de um colega meu, que parece que vai a todos os concertos e nem sequer é daqueles que arranja convites...). Fica a dúvida, qual(is) escolher?
Come up to meet you, tell you I'm sorry
You don't know how lovely you are
I had to find you
Tell you I need you
Tell you I set you apart
Tell me your secrets
And ask me your questions
Oh let's go back to the start
Running in circles
Coming up tails
Heads on a silence apart
Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start
I was just guessing
At numbers and figures
Pulling your puzzles apart
Questions of science
Science and progress
Do not speak as loud as my heart
Tell me you love me
Come back and haunt me
Oh and I rush to the start
Running in circles
Chasing our tails
Coming back as we are
Nobody said it was easy
Oh it's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I'm going back to the start
Coldplay, The Scientist
You and me
We used to be together
Everyday together always
I really feel
That I'm losing my best friend
I can't believe
This could be the end
It looks as though you're letting go
And if it's real
Well I don't want to know
Don't speak
I know just what you're saying
So please stop explaining
Don't tell me cause it hurts
Don't speak
I know what you're thinking
I don't need your reasons
Don't tell me cause it hurts
Our memories
Well, they can be inviting
But some are altogether
Mighty frightening
As we die, both you and I
With my head in my hands
I sit and cry
Don't speak
I know just what you're saying
So please stop explaining
Don't tell me cause it hurts (no, no, no)
Don't speak
I know what you're thinking
I don't need your reasons
Don't tell me cause it hurts
It's all ending
I gotta stop pretending who we are...
You and me I can see us dying...are we?
Don't speak
I know just what you're saying
So please stop explaining
Don't tell me cause it hurts (no, no, no)
Don't speak
I know what you're thinking
I don't need your reasons
Don't tell me cause it hurts
Don't tell me cause it hurts!
I know what you're saying
So please stop explaining
Don't speak,
don't speak,
don't speak,
oh I know what you're thinking
And I don't need your reasons
I know you're good,
I know you're good,
I know you're real good
Oh, la la la la la la La la la la la la
Don't, Don't, uh-huh Hush, hush darlin'
Hush, hush darlin' Hush, hush
don't tell me tell me cause it hurts
Hush, hush darlin' Hush, hush darlin'
Hush, hush don't tell me tell me cause it hurts
No Doubt, Don't Speak
Já aqui escrevi que no dia 14 de Setembro vou assistir ao espectáculo da Madonna no Pavilhão do Atlântico.
Quando adquiri o bilhete, optei por aquirir mais alguns, para amigos que não tivessem tido essa oportunidade, dada a velocidade com que os bilhetes foram vendidos.
restam-me ainda dois bilhetes para a plateia, e dada a grande procura sei que não seria difícil licitá-los num site de leilões na internet, aliás, só por curiosidade deparei com muitos à venda no ebay e noutros sites. Não é, no entanto, essa a minha intenção. Como já escrevi, comprei-os para ajudar amigos que quisessem ir até ao concerto e nunca pretendi ganhar dinheiro com eles.
Se algum leitor deste blog pretender um ou dois bilhetes para assistir ao concerto da Madonna, agradeço que deixe o comentário ou envie email. O preço por bilhete é € 61, precisamente o que me custaram (dado que tenho cartão FNAC não paguei qualquer comissão).
Espero que assim este blog esteja a prestar um serviço público aos seus leitores.
A minha relação com o fado tem sido feita de grandes oscilações, desde um grande afastamento, até a uma grande proximidade nos últimos tempos. Sempre fui um admirador do talento dessa grande figura da música mundial que dava pelo nome de Amália, mas só nos últimos dois anos descobri três cantoras que de alguma forma contribuiram para me devolver o gosto pelo género, falo de Mariza, Cristina Branco e Mafalda Arnauth. Ontem assisti a um espectáculo desta última, e confirmei ao vivo o imenso talento que se sente nos seus discos.
Continuo a achar que o fado é, provavelmente, o único produto cultural que podemos exportar, e só é pena que, muitas vezes, os estrangeiros percebam mais facilmente o valor dos nossos talentos do que nós próprios...
As noites de 2ª a 6ª têm tido um atractivo extra, a Radar emite um programa dedicado à música dos anos 80, chamado "Radar 20 anos". Este programa que vai para o ar entre as 22h00 e as 00h, tem a vantagem de não ser tão "alternativo" como outros espaços na Radar, não abdicando da qualidade habitual e é, sem dúvida, uma óptima oportunidade para recordar a música da década de 80, música que continua a influenciar a minha geração. Agora acabei de ouvir por lá: The Cure, 10.000 Maniacs, The Smiths, Talk Talk, Devo, etc.
Não há dúvida que nos últimos tempos as minhas viagens de carro têm um sabor especial quando são feitas entre as 22h e a meia-noite, e o mérito é todo da Radar e da música dos anos 80...
Hoje inicia-se o Festival do Sudoeste na Zambujeira do Mar. Pensei que este ano iria repetir a minha presença de 2002, além de gostar muito do sudoeste alentejano, acho que o cartaz deste ano é muito bom, com uma forte presença da música electrónica tanto do meu agrado. Razões várias levaram-me a alterar os planos e, infelizmente, ao contrário do que aconteceu no ano passado, a SIC Radical não vai transmitir alguns dos concertos...
Felizmente o Verão não termina aqui, além da vinda de Madonna lá mais para o fim de Verão, com os bilhetes a baterem recordes no preço e na velocidade com que esgotaram, esta altura é propícia para os concertos grátis integrados nas festas das diversas localidades, ontem por exemplo conheci o programa das Festas de Corroios e já marquei na minha agenda 4 espectáculos - Mafalda Arnauth, Clã, Pedro Abrunhosa (mais uma vez!) e David Fonseca.
Vai ser um Verão com muita música, mas tenho alguma pena de hoje não estar de partida para Sul...
Foi difícil, mas já consegui adquirir o bilhete para o concerto da Madonna...
Esta noite foi marcada por uma má notícia. Quando me preparava para adquirir o meu bilhete para o concerto de Madonna no próximo dia 13 de Setembro, deparei com a indicação de que os bilhetes estavam todos esgotados, isto no primeiro dia em que estiveram à venda... e ainda por cima, o preço mínimo dos bilhetes a 60 euros, um preço bem acima do valor normal para concertos em Portugal.
Se alguém duvidava da importância desta senhora na música, isto diz tudo! Eu fico a esperar que ponham os bilhetes à venda para um 2º concerto que já se anuncia.
Depois de prolongada doença, morreu Carlos Paredes, e morre certamente um génio musical. Altura mais do que apropriada para ouvir a sua música, ou os múltiplos álbuns de homenagem, que desde o ano passado têm sido editados.
Neste momento ouço o seu virtuosismo em "Verdes Anos" e estou, como sempre que a ouço, arrepiado!
Watch the sunrise
Say your goodbyes
Off we go
Some conversation
No comtemplation
Hit the road
Car overheats
Jump out of my seat
On the side of the highway baby
Our road is long
Your hold is strong
Please don't ever let go oh no
I know I don't know you
But I want you so bad
Everyone has a secret
But can they keep it
Oh no they can't
Driving fast now
Don't think I know how to go slow
Where you at now
I feel around
There you are
Cool these engines
Calm these jets
I ask you how hot can it get
And as you wipe off beads of sweat
Slowly you say "I'm not there yet"
Maroon 5 - Secret
Mais uns álbuns que estão no top dos mais ouvidos.
Não sei porquê, mas ao final da tarde gosto de ouvir músicas cantadas por mulheres, e em especial por mulheres inteligentes e bonitas:

Tori Amos - Scarlet's Walk
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Carla Bruni - Quelq'un m'a dit

Jewel - Pieces of You
Nos últimos dias a música que vou ouvindo no local de trabalho, não tem sido da rádio, optei por levar headphones para o local de trabalho. Assim, não obrigo os outros a ouvir a minha música, posso concentrar-me no trabalho e manter-me alheado a algumas conversas que poderiam distraír-me e a minha música, em vez de ser "controlada pelos 97,8 da Radar", é agora controlada por mim.
Eis alguns dos álbuns que tenho escutado com maior frequência nestes dias de trabalho:

Maroon 5 - Songs About Jane

The Magnetic Fields - 69 Love Songs

Zero 7 - Simple Things
Esta manhã acordei por volta das 6 horas, muito mais cedo do que queria, mas o suficientemente tarde para achar que não valia a pena tentar adormecer novamente...
Optei por ir ver um pouco de televisão, os canais de música são sempre uma aposta segura para estes horários mais esquisitos. Soube-me muito bem ouvir o "Damn I wish I was your lover" da Sophie B. Hawkins, uma música que não ouvia há algum tempo e da qual sempre gostei bastante.
Bem sei que o tema nestes dias é o futebol, mas acho que me faltava dizer algo sobre o concerto dos Pixies, felizmente encontrei na net quem o dissesse.
A organização do festival Super Bock Super Rock ficou muito aquém do que tinha visto no Rock in Rio - Lisboa. Mas trouxeram os Pixies... e isso interessa bem mais do que o lixo no chão, as filas intermináveis para a comida ou bebida e até algumas falhas no som.
Valeu a pena esperar pelo concerto dos Pixies.
Há bons concertos, mas depois há o concerto da minha banda preferida, e esse não consigo comparar com nenhum outro.
Houve quem criticasse a "falta de comunicação" com o público. Pessoalmente, acho que eles comunicaram da forma que melhor sabem: com a sua música, muito bem interpretada e passando por quase todos os grandes temas.
Sei que se os Pixies daqui a 20 anos continuarem a tocar as suas músicas desta forma, eu não vou querer deixar de os ver ao vivo, porque há paixões, pelo menos musicais, que duram toda uma vida.
A pergunta do título nunca teve uma resposta tão fácil. Neste momento o meu pensamento está (quase todo) no concerto de logo dos Pixies...
Depois da boa notícia da realização da próxima edição do Rock in Rio - Lisboa já em 2006, e não em 2007 como inicialmente previsto, eis que leio uma má notícia: o concerto que a Madonna tinha previsto dar no Pavilhão Atlântico no próximo dia 12 de Setembro pode estar em risco. A razão? Uma convenção da Igreja Maná que termina na véspera do concerto, não deixando o tempo suficiente para a preparação do espaço para o concerto.
Espero que esta situação seja rapidamente ultrapassada, este era um concerto que não queria perder, aliás até já tinha combinado ir com uma amiga que é fã incondicional dela.
O último dia do Rock in Rio era, para mim, o que tinha mais motivos de interesse, e devo dizer que foi de facto um final em grande. Além do anúncio de que a próxima edição do Rock in Rio - Lisboa se vai realizar já em 2006, o cartaz deste último dia agradou a públicos muito distintos.
Dos concertos que assisti tenho que destacar dois: o da baiana Ivete Sangalo, um furacão de energia e boa-disposição que contagiou todos, deixando a milhas de distância o espectáculo da véspera da sua conterrânea Daniela Mercury; e a "nossa" Mariza, que junta à sua voz excepcional, uma grande entrega em palco (quando a vi, lembrei-me do que me disseram há algum tempo, que ela cantava bem, mas faltava-lhe sentimento... os milhares de pessoas que assistiram à sua actuação ontem, perceberam que, para ela, fado rima com sentimento).
Além destes, o dia de ontem teve outros bons momentos: Luís Represas, Sting e Pedro Abrunhosa (com direito apenas a 45 minuots de espectáculo). Realço o facto de muitos dos momentos altos deste dia terem sido cantados em português.
Um final em grande para a primeira edição do Rock in Rio - Lisboa. Um dia muito bem passado!
Ao quinto dia de festival, lá fui até ao Parque da Bela Vista assistir ao maior festival de música organizado em Portugal.
O meu primeiro comentário vai para a organização, achei que tudo estava muito bem organizado: o recinto tem excelentes condições, os horários cumpridos razoavelmente, não é preciso estar em grandes filas para arranjar uma bebida ou algo para comer. Os brasileiros a mostrar que não são tão irresponsáveis como alguns pensam.
Quanto à música, acho que a energia da Daniela Mercury e dos Black Eyed Peas, bem como a entrega das Sugababes, compensou o autêntico flop que foi o playback da Britney Spears (a que só assisti a parte por falta de paciência...).
Vamos ver como é hoje o dia de encerramento, com Alicia Keys, Pedro Abrunhosa, Sting e a Mariza, que ontem abriu o apetite a todos os seus fãs com o dueto que fez com a Daniela Mercury, a mostrar que a sua excelente voz não tem de se "limitar" ao fado.
Já estou em contagem decrescente para o concerto dos Pixies, mas ainda vou ouvindo outras coisas: hoje por exemplo, ouvi pela primeira vez o aguardado novo álbum de Morrissey, "You are the Quarry". Pela minha parte estou totalmente rendido, parece-me ser o seu melhor álbum a solo e, perdoem-me a heresia, não fica nada a dever aos álbuns dos The Smiths.
Destaco a música "Come Back to Camden", que me lembra os dias que estive em Londres, e a vontade que também eu tenho de lá voltar.
Depois dos grupos, referência agora aos meus cantores/as favoritos:
1. Caetano Veloso

2. Jewel
3. Björk
4. David Sylvian
5. Rufus Wainwright
Menções honrosas: Madonna, Prince, Michael Jackson (se esta lista tivesse sido feita no final dos anos 80, estes seriam os 3 primeiros), Bryan Ferry, Tricky
Portugueses: Amália Rodrigues, Zeca Afonso, Pedro Abrunhosa, Sérgio Godinho, Mafalda Arnauth
Depois de algum tempo de ausência, mais um top-5, de novo dedicado à música. Desta vez são os meus 5 grupos favoritos.
1. Pixies

2. Radiohead
3. The Smiths
4. Spain
5. Portishead
Menções honrosas: Nirvana, Tindersticks, The Queen, Rage Against The Machine, Goldfrapp, Air, Sigur Rós
Portugueses: Madredeus, Peste & Sida, The Gift
Também ando a ouvir música brasileira e esta é mesmo para ti:
Você é meu caminho
Meu vinho, meu vício
Desde o início estava você
Meu bálsamo benigno
Meu signo, meu guru
Porto seguro
Onde eu voltei
Meu mar e minha mãe
Meu medo e meu champagne
Visão do espaço sideral
Onde o que eu sou se afoga
Meu fumo e minha yoga
Você é minha droga
Paixão e carnaval
Meu zen, meu bem, meu mal
Caetano Veloso, Meu Bem, Meu Mal
Esta manhã tem sido bastante produtiva em termos de trabalho, o que é bastante bom, até porque os últimos tempos não têm sido marcados por uma grande produtividade. Razões para este acréscimo de vontade? Não sei, mas creio que não deverá ser alheio o facto de o rádio na minha sala de trabalho estar sintonizado nos 97,8 FM da Radar. Acreditem que a boa música além de ajudar a melhorar a disposição é um óptimo tónico para aumentar a produtividade, pelo menos no meu caso.
Devo esclarecer que apesar de falar muitas vezes da Radar, não sou patrocinado por eles. A verdade é que desde o recente encerramento da Voxx, quem queira ouvir música "alternativa" na região de Lisboa tem poucas hipóteses para além da Radar.
Só pra dizer que te Amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.
Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.
E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.
Clã, Problema de Expressão
Quando olhei para o calendário deste ano de 2004, reparei que por (infeliz) coincidência, muitos feriados coincidiam com o fim-de-semana, o que me priva de uns dias extra de descanso. No entanto, o feriado de 10 de Junho é numa quinta-feira, o que convida a tirar um dia de férias no dia 11 e aproveitar 4 dias para conhecer um pouco melhor o nosso país. Hoje descubro que afinal vou ficar por Lisboa nesse fim-de-semana. Não, não são as festas de Santo António que me fizeram mudar de ideias, muito menos as eleições europeias, mais importante do que isso, pelo menos para mim, é a actuação, no dia 11 de Junho, dos The Pixies no festival Super Bock Super Rock, a oportunidade de assistir ao vivo ao concerto da minha banda favorita.
Pena ainda faltarem quase 4 meses... mas é importante saber esperar pelas coisas boas!
Já aqui falei de algumas músicas que vou descobrindo nos 97.8 da Radar.
Houve uma que durante os últimos tempos fui ouvindo sem conseguir descobrir o nome do grupo ou da música. Felizmente já os identifiquei, o grupo chama-se Maroon 5 e a música "Secret". Estou ansioso por ouvir o resto do álbum "Songs About Jane", para já deixo-vos esta fantástica música.
(A música já não se encontra disponível)
Carreguem em play para ouvir, talvez tenham de esperar uns segundos mas acho que vale a pena!
Nunca fui grande fã da Rita Lee, as minhas referências na música popular brasileira sempre foram outras (Maria Bethânia, Caetano Veloso, Chico Buarque, Elis Regina, Legião Urbana, Ney Matogrosso) e mais recentemente Zélia Duncan, Marisa Monte e Adriana Calcanhoto. No entanto, sempre admirei uma certa excentricidade da cantora e gosto da música que passa nas rádios e cujo teledisco já vi no Sol Música e no MTV Portugal. A música chama-se "Amor e Sexo" e, para os que ainda não ouviram, deixo a letra:
Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...
Amor é do bem...
Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois
Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal...
E tal e coisa...
O final do dia de ontem foi passado no Pavilhão Atlãntico, juntamente com alguns milhares de pessoas a assistir ao espectáculo de Pedro Abrunhosa. Já há alguns meses tinha escrito sobre a qualidade do espectáculo e, tal como na altura referi, acho que ele é o melhor "cantautor" português, para quem não conhece a expressão ela designa os artistas que cantam quase exclusivamente as canções que eles próprios escrevem. Bem sei que há um Sérgio Godinho ou um Jorge Palma, mas na minha opinião, nenhum deles tem a qualidade do Pedro Abrunhosa, e então em termos de espectáculo, penso que não há nenhum artista/grupo português que se compare.
Já podem ter visto que voltei a sair rendido. No dia de ontem, talvez por ser o Dia dos Namorados, as canções do álbum "Momento" soavam ainda melhor do que nunca, e os grandes sucessos foram cantados entusiásticamente pela assistência. Nota muito alta para uma interpretação de "Hallelujah", um original de Leonard Cohen, que Pedro Abrunhosa emotivamente dedicou ao seu irmão Paulo Abrunhosa que faleceu há poucos anos.
Um final de dia em grande!
Já há muitos anos que uma das minhas paixões é a música, e hoje lembro-me que este gosto pela música desenvolveu-se principalmente com os telediscos que passavam na televisão, que eu ou o meu irmão (em especial ele) gravavamos em cassetes VHS e depois assistíamos vezes sem conta, ao ponto de em cada música já sabermos qual o teledisco que se seguia...
Isto aconteceu nos anos 80, mas ainda hoje recordo com saudades aquelas cassetes. Os tempo são outros, mas com o desenvolvimento dos canais especializados em música, os telediscos ganharam ainda maior importância, e um bom teledisco é, normalmente, um passo importante para o sucesso de uma música... Eu continuo a ser um ávido espectador dos telediscos e foi por isso com grande alegria que li a notícia da edição de colectâneas dos trabalhos de 3 dos mais conceituados realizadores deste género: Chris Cunningham (All Is Full of Love da Björk), Michel Gondry (Fell in Love with a Girl, dos The White Stripes) e Spike Jonze , o realizador do excelente Queres Ser John Malkovich e que antes, tinha dirigido inúmeros telediscos de sucesso onde se destaca, por exemplo, Weapon of Choice, de Fatboy Slim, que foi eleito recentemente o melhor teledisco de sempre numa votação promovida pelo canal VH1.
São três DVDs que eu não vou querer perder e que se algum leitor generoso me quiser oferecer terei o maior gosto em aceitar. De outra forma, lá terei que abrir os cordões à bolsa...
I want to hold you
But every time I try
Something keeps you
Out of reach
I want to love you
But every time I try
Something keeps
Love away
And I can feel it
So love me right now
Though it won't last
Girl don't make me try
‘Cause I'll lose you forever
Every time
Every time
And every time I try
To put our love out
Like a fire
You keep me in your reach
And every time I try
To throw away my desire
You hold me
So close
And I can feel it
So love me right now
Though it won't last
Girl don't make me try
‘Cause I'll lose you forever
Every time
Every time
Spain, Every time I try
"...o que foi nao volta ser
mesmo que muito se queira
e querer muito é poder..."
Xutos & Pontapés, O que foi não volta a ser
Acho que uma noite especial, merece boa música. Eis a lista do que ouvimos na noite de fim-de-ano: Dire Straits, The White Stripes, Sigur Rós, Radiohead, Peter Murphy, Pixies, Madredeus, Madness e The Smiths.
Deixo-vos mais uma sugestão musical captada, como não poderia deixar de ser, na antena dos 97.8 da Radar.
O grupo chama-se The Thrills e a música que passo uma parte do dia a cantarolar Big Sur, aconselho a audição para que os dias possam ser mais alegres, garanto-vos que resulta até com engripados.
Carreguem aqui para ouvir a música (espero)
Talvez tenham de esperar uns segundos, mas vale mesmo a pena
Já se começam a ver pela cidade de Lisboa os cartazes relativos ao Rock in Rio Lisboa, o festival musical que promete ser o acontecimento musical que vai marcar o ano de 2004 em Portugal. Para já, só se conhece um nome do cartaz - Ivete Sangalo - que era a vocalista da Banda Eva e que garante um espectáculo bem animado. Mas se tivermos em conta os nomes que passaram pelas anteriores edições realizadas no Rio de Janeiro, podemos esperar que alguns dias antes das atenções dos adeptos de futebol estarem concentradas no nosso país, também as atenções dos adeptos de música vão estar em Lisboa, onde tudo se perspectiva para cinco dias de muita festa e muita música.
Eu não vou querer perder este acontecimento, e espero que por cá passem os The White Stripes e já agora, se não for pedir muito, espero que os Pixies se juntem novamente e que venham até ao Rock in Rio-Lisboa.
Para já o site oficial ainda tem poucas informações.
Ontem tive o prazer de assistir, no Casino do Estoril, a um concerto da Lúcia Moniz. Lembro-me de ouvir falar dela pela primeira vez, quando venceu o festival da canção, tendo logo nessa altura percebido que, para além de ser filha do Carlos Alberto Moniz (e um pai famoso, não dá só jeito para entrar em Medicina), aliava uma excelente voz a uma figura bonita. Algum tempo depois tornou-se vedeta de telenovela e pelo pouco que vi, pareceu-me que o seu talento não se resumia à música.
Dois álbuns depois, filmou recentemente o filme "Love Actually" onde contracena com estrelas do cinema como Hugh Grant, Liam Neeson, Colin Firth, Keira Knightley, Denise Richards, e muitos outros conhecidos de todos. O que me surpreendeu positivamente, é que, ao contrário de tantas pseudo-vedetas, continua com a mesma postura humilde que lhe fica tão bem.
No Sábado dirigi-me até à cidade de Coimbra, para assistir ao concerto dos Rolling Stones, que assinalava a inauguração do restaurado Estádio Municipal.
Mesmo prevendo alguma confusão, o cenário que eu e os meus companheiros de viagem encontrámos superou as nossas piores previsões. Mesmo com a criação de alguns parques de estacionamento, e disponibilização de autocarros entre estes improvisados parques e o estádio, ficou a sensação que não foram antecipados os efeitos da peregrinação de milhares de fãs de Mick Jagger, Keith Richards e companhia.
Sobre o estádio, fiquei bem impressionado com o que vi, embora pense que, a exemplo do que sucede com a maioria dos estádios construídos ou renovados para o Europeu, o número de lugares é exagerado face ao número de pessoas que habitualmente vê os jogos da Académica. Vai ser confrangedor ver o estádio com poucos milhares de pessoas (e até a estou a ser optimista!), bem longe dos 30.000 espectadores que pode albergar.
Quanto ao concerto em si, não assisti aos Xutos & Pontapés e só vi a parte final dos Primal Scream. Diz quem assistiu que foram duas boas entradas para o prato principal da noite, e esse, posso garantir que satisfez a larga maioria dos que tiveram o privilégio de assistir. Um Mick Jagger em grande forma, um lote de canções que todos conhecem, bem como um espectáculo muito bem produzido, foram os ingredientes de um concerto memorável.
O fado continua a marcar pontos internacionalmente, pelo menos em Inglaterra. Primeiro foi a atribuição a Mariza do prémio World Music 2003 para a melhor canção europeia, pela Rádio BBC 3. Hoje, dia 26, actua em pleno Royal Albert Hall, numa gala com transmissão televisiva para diversos países do mundo, aquela que, na minha modesta opinião, é a melhor voz feminina do fado depois de Amália Rodrigues, falo de Mafalda Arnauth, que certamente irá brilhar num palco onde vão passar Placido Domingo, Zucchero, Joaquin Cortes, Sarah Brightman e muitos outros. Mais uma oportunidade para que o fado seja um pouco mais conhecido no mundo, e continue a ser fonte de orgulho para todos os portugueses.
Parece cada vez mais provável, a hipótese de os Pixies se reunirem e fazerem uma digressão na primavera de 2004. Depois de ter perdido os concertos que eles deram em Lisboa e Porto em 1991 (era muito novo, não pensava...), a hipótese de ver, ao vivo, aqueles que ainda hoje são a minha maior referência musical, parece-me too good to be true. Produtores nacionais, espero que estejam atentos a isto!
Depois de alguma hesitação, lá me decidi a ir até Coimbra no próximo sábado, assistir ao concerto dos Rolling Stones na inauguração do Estádio Municipal de Coimbra. O facto de no dia seguinte, antes das 9h da manhã, ter que estar no Parque das Nações, para participar na mini-maratona da Ponte Vasco da Gama, parecia-me um argumento muito forte para não ir até à Lusa Atenas, mas a oportunidade de ver o velhinho Mick Jagger a pular enquanto proclama a sua "Sympathy for the Devil", ainda por cima, numa cidade onde vivi alguns dos melhores momentos da minha vida, foi um argumento demasiado forte.
Sons para esta manhã: Caetano Veloso e Carla Bruni.
Os leitores deste blog, já perceberam que a música tem uma importância vital na minha vida. Sempre gostei de músicas de muitos géneros, e com a idade essa abrangência tem vindo a aumentar, quem vir a lista das minhas músicas favoritas, vai perceber um pouco desta abrangência. Sempre achei que esta diversidade de gostos era positiva, e por isso nunca a escondi. Mas os "puristas", que defendem a chamada "música de qualidade", lidam mal com estes "traidores" que tanto ficam entusiasmados com a edição de um álbum dos Tindersticks, como com a possibilidade de assistir a um concerto do Robbie Williams.
Lembro-me no início da década de 90, algumas das pessoas com quem falava sobre os meus gostos musicais, franzirem o nariz a nomes como Michael Jackson, Prince e Madonna. Felizmente, que hoje a qualidade da música da Madonna é reconhecida por quase todos, já quanto aos outros dois, eu próprio prefiro esquecer que eles editaram algum àlbum depois do "Bad" de 1987 no caso do Michael Jackson, ou do "Diamonds & Pearls" no caso do Prince, e os álbuns até aí continuam a soar tão bem, como soavam quando eu era teenager.
Mas não se pense que estes meus "desvarios" pop terminaram na década de 90, hoje não fico indiferente à música da Avril Lavigne ou do Robbie Williams. Arriscando grandes críticas, posso mesmo revelar, que gosto imenso da música "Rock Your Body" do Justyn Timberlake, isso mesmo, aquele que pertencia aos 'Nsync, que namorou com a Britney Spears e agora tem um badalado namoro com a fantástica Cameron Diaz. Lembra-me o Michael Jackson do "Off The Wall"...
Ontem fui até à festa do Avante e tudo indicava que ia ser um dia em cheio. Depois de uma refeição ingerida à pressa, lá me dirigi para o sítio onde decorreria o torneio de xadrez, consegui chegar antes das 14h30 a que era suposto começar, e bem antes das 16h quando o torneio efectivamente começou (já me habituei a estes atrasos...). O torneio nem correu muito mal, em cinco jogos, venci 4 e perdi 1, precisamente contra o vencedor do torneio, mas o melhor de tudo, é que o espaço do torneio era próximo do palco XXV de Abril, e por isso foi possível escutar a música que por lá ia passando. Gostei dos sons dos Terrakota e dos espanhóis Rádio Tarifa, bem como dos Quadrilha que já conhecia.
Após o torneio de xadrez, fui ouvir uma banda de blues, Nobody's Business, que me tinha sido recomendada por uma amiga que conhece alguns dos elementos da banda. Os músicos eram competentes e acho que as cerca de 50 pessoas que os estavam a ouvir, maioritariamente amigos e familiares dos elementos do grupo, não deram por mal empregue o seu tempo.
Eram agora horas de jantar, uma sopa de feijão e um panado com arroz de feijão no espaço de Valongo e, nessa altura, vencido pelo frio (tinha ido de manga curta, depois da noite quente que tinha estado na véspera) e pelo cansaço, decidi vir para casa, perdendo os concertos que me pareciam mais interessantes, dos Cabeças no Ar e da Maria João com o Mário Laginha.
Cheguei a casa ainda a tempo de ver um pouco do jogo Portugal - Espanha em futebol, mas nem vale a pena falar disso.
Esta música não me sai da cabeça : "Alone Again Or" dos Calexico, música que até podia estar no meu top de covers, dado o original ser dos Love. Descobri-a na Radar e aconselho-a a todos.
É uma óptima música para começar o dia com muita energia!
No outro dia, encontrei num dos blogs com o nome mais original que conheço, Xobineski Patruska, um post com o top 5+ e top5- covers dos The Smiths. Para quem não saiba, cover é uma versão de uma música feita por outro, que não o artista original. Raros são os artistas, mesmo os que são excelentes compositores, que não façam covers de outras músicas.
O que me proponho fazer, é eleger aqueles que considero os melhores covers de sempre, aquelas versões que conseguiram ganhar uma vida própria, fazendo esquecer a versão original. Eis então a lista do meu Top-10 Covers:
1. This Mortal Coil - "Song to the Siren" (Tim Buckley)
2. Björk - "It's Oh so Quiet!" (Betty Hutton)
3. Nirvana - "The Man Who sold The World" (David Bowie)
4. Faith No More - "Easy" (Lionel Richie)
5. Soft Cell - "Tainted Love" (Gloria Jones)
6. Jimmy Hendrix - "All Along the watchtower" (Bob Dylan)
7. Jeff Buckley - "Hallelujah" (Leonard Cohen)
8. Silence 4 - "A Little Respect" (Erasure)
9. Pixies - "I Can't Forget" (Leonard Cohen)
10. Três Tristes Tigres - "Anjo da Guarda" (António Variações)
Escusado será dizer, que espero os vossos comentários, bem como, outras versões que pudessem constar desta lista.
Há uns dias, lamentei neste blog o facto de os bilhetes para o concerto do Robbie Williams estarem esgotados. Através da dica de um colega, consegui descobrir um sítio que por ter estado fechado no mês de Agosto ainda tinha alguns bilhetes para venda. Já comprei o meu, pelo que, no dia 20 de Outubro lá estarei, rodeado de milhares de "teenagers", a cantar os grandes sucessos do ex-Take That.
... assisti a um excelente concerto. Aquele que considero o melhor escritor de músicas português e que é, ao mesmo tempo, um dos melhores a entreter o público, conseguiu animar durante perto de duas horas os milhares de pessoas que cantaram, saltaram e dançaram com o seu espectáculo. Estou a falar do Pedro Abrunhosa, e se ainda não o viram ao vivo, aproveitem porque vale a pena.
Durante muitos anos fui um ouvinte assíduo de rádio, lembro-me de durante muito tempo, ouvir regularmente o programa "Companhia das Indias" na 90FM de Coimbra, programa que tinha a particularidade de muitas vezes passar as músicas à mesma hora, lembro-me, a título de exemplo , que o "Motorcycle Emptiness" dos Manic Street Preachers foi, durante algum tempo, a música da 01.15. Pouco depois comecei eu próprio a fazer programas de rádio, e sempre a ouvir bastante rádio: TSF, Antena 1, a já referida 90FM e a Rádio Universidade de Coimbra.
Quando hoje penso nas horas que passava a ouvir rádio, não compreendo porque hoje ouço tão pouco. Esta semana, no entanto, aconteceu algo que me fez redescobrir o gosto pala rádio. No meu local de trabalho, temos um rádio que nos anima o dia que, por respeito à vontade da maioria, está normalmente sintonizado na Rádio "Best Rock FM", esta semana consegui impor a minha vontade de sintonizar a Rádio Radar, e é muito bom trabalhar a ouvir algumas das minhas músicas preferidas, ouvir ao longo do dia Radiohead, Pixies, Goldfrapp, Tindersticks e tantos outros que são presenças regulares na Radar, é uma mudança, para quem estava habituado a ouvir na rádio sempre as mesmas músicas. Gostei tanto da selecção musical, que no meu carro, os CDs da Carla Bruni, Goldfrapp e Silence 4 que me andavam a fazer companhia, deram agora lugar aos 97.8 da Radar. O meu conselho é simples, para quem ainda não conhece esta estação, experimentem a diferença. Em qualquer altura, poderão voltar às estações que passam dezenas de vezes Avril Lavigne e Robbie Williams (dos quais eu também gosto).
Narciso acha feio
o que não é espelho
Caetano Veloso, in Sampa
Tinha decidido ir ver o concerto do Robbie Williams no próximo dia 20 de Outubro, isto apesar de €32,50 me parecer um pouco exagerado. Lá fui ontem até à FNAC, para adquirir o meu bilhete, quando vejo a indicação de esgotado. A dois meses do concerto, já não há bilhetes... É verdade que achava o preço um pouco caro, mas gosto de ser eu fazer as minhas escolhas.
Resta-me pensar que com este dinheiro posso ir 6 vezes ao cinema...
Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma!
Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido!
Sobre a razão estar cega:
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu;
Como eu não fui;
Um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!
Ornatos Violeta, Ouvi dizer
They say life is never fair
That love's so far away
But I know babe, it's so true
It's so true
I know that you feel so alone
And you cry yourself to sleep
But I know babe, it's so true
It's so true, true, true
They say fate plays cruel jokes
And keeps love from you
But I know babe, it's so true
It's so true
I know that you feel so alone
And you cry yourself to sleep
But I know babe, it's so true
It's so true, true, true
Spain, It's So True
...
It comes and goes, you know it never stays
Oh, tonight, are you trying to fall in love again?
Oh, tonight, are you trying to fall in love again?
Does it make it all right?
Are you trying to fall in love again?
Does it make it all right?
You're trying to fall in love again
Tindersticks, in (Tonight) Are You Trying to Fall in Love Again
Emancipate yourselves from mental slavery,
None but ourselves can free our minds
Bob Marley
in Redemption Song
Bring me to life.
I've been living a lie
There's nothing inside.
Bring me to life.
in Bring me to life, Evanescence
Acabei de assisitir, na SIC - Radical, aos últimos minutos da actuação dos islandeses Múm no primeiro dia do Festival do Sudoeste. A música deles é muito boa, mas acho que na minha sala, com as luzes apagadas, disfrutei mais estes minutos, do que os milhares que viram na Zambujeira.
Isto confirmou a minha ideia, de que há grupos cuja música se deve ouvir em casa, com o ambiente certo, e não em recintos enormes, com o som ou demasiado alto, ou demasiado baixo, sujeito a empurrões e com pessoas a pedirem para sair da frente (desvantagens de ser alto). É claro que não defendo que não há música que apetece ouvir/ver ao vivo, mas não creio que seja o caso da música de cariz mais ambiental, acho que para esta, o cenário ideal é mesmo a calma do lar.
Por outro lado, todas as pessoas que conheço que foram ver o concerto dos Sigur Rós, dizem maravilhas do concerto, mas eu duvido, que se tenham "divertido" mais do que eu com os meus concertos "privados" de Sigur Rós e Spain, estes últimos, a propósito, fui ver ao vivo há uns anos atrás, e saí com a sensação de que tinha retirado muito pouco "valor acrescentado" em comparação com uma audição caseira.
Quando num post anterior referi os próximos espectáculos de música que ia assistir, esqueci-me da Festa do Avante. Posso ser muito crítico da política recente do PCP, mas não há dúvida que "não há festa como esta" e que na Festa do Avante, ainda "se vê, a força do PC".
Costumo acordar bem disposto, mas hoje, como acordei mais cedo do que que queria, estive a ouvir música, escolhi Pedro Abrunhosa e os Queens of The Stone Age, e por isso estou mesmo muito bem disposto. Um óptimo dia para todos, se possível, com uma boa banda sonora a acompanhar.
Depois de alguns dias de indecisão, decidi que não vou ao Festival do Sudoeste. Era a oportunidade de repetir a visita, depois de ter gostado imenso da noite que por lá passei na edição do ano passado.
O cartaz era prometedor, e este ano até estava decidido a acampar no recinto do festival, mas vários factores me levaram a mudar de ideias: o facto de não ter férias agora, o que me obrigava a ir apenas na sexta após o trabalho; as desistências do Cajo e do Miguel e a vontade de jogar futebol no Domingo de manhã. Espero que a SIC-Radical decida transmitir alguns dos concertos (em especial o dos Múm na quinta-feira).
Música ao vivo nos próximos tempos, em princípio, só mesmo nas tardes de jazz no Picoas Plaza, alguns concertos de quinta à noite no Casino do Estoril, os concertos do Camané e do Pedro Abrunhosa nas festas de Corroios e, dia 20 de Outubro, Robbie Williams no Pavilhão Atlântico.
No passado dia 14 de Julho, quando escolhi os meus álbuns favoritos, anunciei a intenção de proceder a uma escolha semelhante para as músicas favoritas. A tarefa é muito mais difícil, e muito mais influenciada pelo dia, ou a hora em que é efctuada. Esta é por isso, a lista das minhas musicas favoritas no dia 5 de Agosto de 2003 às 22h30m. Uma escolha feita para a semana, ou mesmo amanhã, apresentaria resultados diferentes, sem pôr em causa, no entanto, a importância que estas músicas têm para mim, e que vão, estou certo, continuar a ter. Eis então o meu top-30 (optei por não repetir músicas de grupos ou artistas):
1. "Utopia" - Goldfrapp
2. "Where Is My Mind?" - Pixies
3. "Creep" - Radiohead
4. "All Souls Night" - Loreena McKennitt
5. "Glory Box" - Portishead
6. "Foolish Games" - Jewel
7. "Love will Tear Us Apart" - Joy Division
8. "Ouvi Dizer" - Ornatos Violeta
9. "Staralfur" - Sigur Rós
10. "Amor I Love You" - Marisa Monte
11. "Every You Every Me" - Placebo
12. "Polly" - Nirvana
13. "Momento (uma espécie de céu)" - Pedro Abrubhosa
14. "I Surrender" - David Sylvian
15. "Teardrop" - Massive Attack
16. "You'll See" - Madonna
17. "Space Oddity" - David Bowie
18. "Add It Up" - Violent Femmes
19. "Marriage Made in Heaven" - Tindersticks com Isabella Rossellini
20. "Novocaine For The Soul" - Eels
21. "Fell in Love With a Girl" - The White Stripes
22. "The End" - The Doors
23. "Half a Person" - The Smiths
24. "Song to the Siren" - This Mortal Coil
25. "Join Me in Death" - HIM
26. "Bullet in the Head" - Rage Against The Machine
27. "Bohemian Rhapsody" - Queen
28. "Mad About You" - Hooverphonic
29. "Pomar das Laranjeiras" - Madredeus
30. "Angel Song" - Silence 4
Este escolha foi bem mais difícil do que supunha, e agora que terminei, reparo que deixei de fora dezenas de músicas de que gosto muito...
Depois de terminar a lista, vi que havia uma voz repetida neste top-30, Elisabeth Fraser dos Cocteau Twins é a voz nas músicas "Teardrop" dos Massive Attack e "Song to the Siren" dos This Mortal Coil.
Espero que gostem desta selecção, eu acho que vou gravar 2 Cd's com estas músicas e já agora mais um ou dois com outras que ficaram de fora.
Sempre fui um fã dos canais de música, gosto dos videoclips, e de associar imagens à música. O VH1 sempre foi o meu preferido, até por passar tanta música dos anos 80. No entanto, ultimamente tenho visto mais a MTV, em especial desde que iniciou a emissão portuguesa, eis a lista do que por lá passou nos últimos minutos : Sigur Rós, Radiohead, Goldfrapp, Madredeus, rinôcérôse, Múm, Lambchop..., o programa chama-se Chill Out Zone e dá todas as sextas e sábados entre as 4.00 e as 6.00, é bom ter esta companhia em noites de insónia.
Os mais ligados à religião (ou os que viram o excelente filme, Se7en - Sete Pecados Mortais, do David Fincher), sabem que o orgulho é um dos 7 pecados mortais, um daqueles que nos pode levar direitinhos ao Inferno.
Eu já tenho a minha dose de pecados mortais com a preguiça, no entanto, tenho de confessar que senti uma pontinha de orgulho, quando hoje, ao ler o DNMais, suplemento de Sábado do "Diário de Notícias", vi que o grande destaque era o àlbum da Carla Bruni, o mesmo de que eu tinha falado tão bem ontem.
O orgulho é tanto maior, na medida em que o DNMais tem sido, para mim, uma referência em termos musicais, e tem sido graças a ele e ao Kazaa, que tenho descoberto muita da música que ouço hoje, sem ser exaustivo lembro-me por exemplo de: Sigur Rós, The White Stripes, Múm, Röyksopp ou o álbum a solo da Beth Gibbons.
Além da crítica muito favorável ao álbum (classificado com 5, na escala de 0 a 5), ainda por cima feita pelo Nuno Galopim, um dos jornalistas musicais com mais prestígio do país, os leitores do DNMais podem apreciar a leitura de uma entrevista com a Carla Bruni, e descobrir que além de bonita, de escrever letras muito boas e de cantar bem, ela diz coisas muito inteligentes. Confesso que eu já estou apaixonado. Carla, se por acaso leres este "blog", manda um mail, que embora o meu francês e o meu italiano não sejam muito bons, tenho a certeza que nos podemos entender, até porque a música é uma linguagem universal (e o amor também...).
Não sei se conhecem a modelo italiana Carla Bruni, espero que os leitores masculinos conheçam, os mais distraidos podem carregar aqui. Então não é que a Carla Bruni, não querendo ser conhecida só como top-model, lançou um disco, totalmente cantado em francês, que se intitula "Quelq'un m'a dit" e que junta músicas simples mas bem escritas, à sua voz sexy, bem sei que qualquer cantora tem uma voz sexy a cantar em francês (até a Edith Piaf ou a Céline Dion), mas ao ouvir o álbum, parece mesmo que ela está a cantar baixinho ao ouvido, e confesso que a imagem da Carla Bruni a cantar baixinho ao meu ouvido é uma imagem muito interessante.
Depois da Sophie Ellis Baxtor, mais uma cantora para ouvir e ver...
...O teledisco "Seven Nation Army" dos The White Stripes. Além de gostar muito da música, gosto muito da estética visual dos The White Stripes, sempre fiéis ao branco e vermelho. Juntamente com o "Fell in Love With a Girl" dos mesmos White Stripes e o "Remind Me" dos Röyksopp, faz parte de um pequeno conjunto de telediscos que vejo frequentemente, graças ao download efectuado no Kazaa, não tendo que esperar pela sorte de os encontrar nas playlists dos canais televisivos especializados em música.
Continuando com a viagem pelas minhas preferências, passo para uma área onde as escolhas me parecem muito mais difíceis : a música. Para quem, como eu, gosta dos mais variados géneros, não é tarefa fácil escolher o que mais me marcou. Começo pelos álbuns, até por considerar que é uma escolha mais fácil, ou deverei dizer menos difícil, para outra altura ficará a escolha das minhas músicas preferidas, em que terei que alargar o conceito, provavelmente para um top-20, mas isso ficará para depois... Tal como fiz em relação aos filmes, realço que se trata de uma escolha que tem por base a importância que estes álbuns tiveram para mim, e para a minha forma de sentir a música.

1. Nirvana - "Nevermind", o álbum que marcou toda a geração que no início da década de 90 estava a ouvir música, um álbum com excelentes músicas, que inspirou centenas (ou milhares) de bandas. Genial.

2. Spain - "Blue Moods of Spain", penso que dizer que este é o álbum mais depressivo que conheço, além de ser muito redutor, seria provavelmente injusto. É acima de tudo um álbum lindíssimo, com 9 belas canções, que valem pelo seu todo, em que o bom gosto está sempre presente. Podia passar horas a ouvi-lo, e já o fiz algumas vezes...

3. Rage Against The Machine - "Rage Against The Machine", não consigo deixar de associar o álbum de estreia dos RATM à discoteca que foi, durante alguns anos, para mim e para mais alguns(felizardos), uma autêntica Meca da música dita alternativa, falo do States em Coimbra (habituei-me a designá-lo no masculino), discoteca onde ouvi pelas primeiras vezes o "Killing in the Name" ou o "Bullet in the Head", músicas poderosas, com uma mensagem política forte, como aliás todas as outras do álbum, em que a "raiva" presente nas letras e voz do Zack de La Rocha combina na perfeição com a guitarra do Tom Morello.

4. Pixies - "Surfer Rosa", os Pixies foram, para mim e para muitos outros, a grande banda do final da década de 80, era impensável, por isso, que eles não figurassem nesta lista. Se fosse mesmo uma lista de grupos e não de álbuns, o lugar dos Pixies não podia ser outro que não o n.º 1. O meu álbum preferido dos Pixies é este "Surfer Rosa", uma escolha que não é partilhada pela maior parte dos fãs dos Pixies, que preferem o "Doolittle", confesso que a escolha entre os dois não é fácil, mas temas como "Gigantic" com a voz da Kim Deal ou uma das melhores músicas de sempre "Where Is My Mind?", música com que termina o filme Fight Club, fazem pender a minha preferência para o 2º álbum dos Pixies.

5. Sigur Rós - "()", podia utilizar muitas palavras para descrever este álbum, dos islandeses Sigur Rós, um álbum que evoca a cada momento a paisagem vulcânica da Islândia, mas acho que uma chega: belo.