Este fim-de-semana, curiosamente, realizam-se as eleições autárquicas tanto em Portugal, como no Luxemburgo. Embora esteja a residir no Luxemburgo, confesso que, como não conheço os partidos, nem os candidatos, o resultado das eleições no Luxemburgo é-me totalmente indiferente, tive apenas a curiosidade de ver se havia algum candidato português nas listas à cidade do Luxemburgo, tendo encontrado alguns compatriotas nas listas do Partido Comunista, bem como noutro partido de esquerda. O mesmo não se passa em relação às eleições em Portugal, estou muito curioso por saber os resultados destas eleições, que ganhou um interesse especial pela participação de candidatos arguidos em processos-crime, não só os quatro que concorrem como independentes (Valentim Loureiro, Ferreira Torres, Isaltino Morais e a famosa Fátima Felgueiras), mas também Isabel Damasceno, que se recandidata com o apoio do PSD, mesmo depois de ter sido constitída arguida.
Afastando os casos do Major Valentim Loureiro e de Isabel Damasceno cujos processos não têm a ver com desvio de dinheiros públicos, não consigo perceber como é que os habitantes de Felgueiras, Amarante e Oeiras podem ponderar a eleição de pessoas com fortes suspeitas de terem aproveitado os cargos que ocupavam para enriquecimento pessoal. Pode ser que este fim-de-semana me traga a surpresa posistiva de nenhum destes três ser eleito.
Além destes concelhos que ganharam uma notoriedade extra nos últimos dias, há outros cujo resultado me interessa bastante. Um deles é Lisboa, onde as sondagens parecem demonstrar que o descontentamento com o trabalho da dupla Santana/Carmona não vai ser aproveitado pelo PS, muito por culpa da imagem do seu candidato, que não conseguiu afastar a imagem elitista que não agrada à maioria do eleitorado. Mas se a falta de simpatia de Carrilho até me parece um critério válido para não votar no PS, discordo dos que dizem preferir o engenheiro Carmona Rodrigues por este ser um técnico e não um político. É que o cargo de Presidente da Câmara é um cargo político, e por isso deve mesmo ser desempenhado por um político, da mesma forma que o chefe de obras deve ser um técnico.
Infelizmente, devido ao facto de ainda não ter TV nem Internet em casa, não vou poder acompanhar como desejava o desenrolar do escrutínio, mas na segunda-feira vou conferir com grande interesse os resultados destas eleições que tèm um papel muito importante na nossa democracia.