Começam hoje, na Argentina, os jogos que vão decidir o nome do futuro campeão mundial de xadrez. Há, infelizmente, ausências a lamentar, em especial Garry Kasparov, o melhor jogador de todos os tempos (acho que é apropriado chamar-lhe o Michael Jordan do xadrez) e que decidiu abandonar a competição este ano, para se dedicar à actividade política na Rússia, bem como outro russo, Vladimir Kramnik, uma espécie de campeão do mundo não-oficial, e que provavelmente irá defrontar o vencedor deste campeonato mundial, para finalmente, depois de muitos anos de muita confusão, o xadrez voltar a saber quem é mesmo o campeão mundial de xadrez.
Relativamente ao campeonato que hoje se inicia, o favoritismo vai para o indiano Anand, mas qualquer um dos outros sete participantes poderá sagrar-se campeão. Eu vou torcer pela vitória da única mulher participante, a húngara Judit Polgar, a primeira mulher na história do xadrez a jogar ao nível dos melhores homens, e que há muitos anos recusa participar em torneios onde haja competições separadas por sexos. Aliás, como não há mais nenhuma mulher a jogar ao nível dela, não me lembro do último jogo oficial que ela jogou contra uma mulher (não deve ter sido nos últimos dez anos!).