Nestes tempos de "aperto de cinto", aumento do IVA, aumento dos combustíveis, e tudo o mais que serve para deprimir ainda mais os portugueses, é bom encontrar distracções que nos façam esquecer estes aspectos menos bons. É nesse sentido que encaro as intervenções de Alberto João Jardim, ele tenta ser uma espécie de "Prozac" nacional que, com as suas intervenções disparatadas, tenta animar os portugueses. Infelizmente, o disparate repetido constantemente perde a piada, por isso, os portugueses têm de procurar a tal distracção para os problemas noutros sítios, é aqui que entra o Euromilhões, o tal concurso que dá os prémios fantásticos, e que embora necessite apenas de alguns minutos para preencher o boletim e sua entrega, garante uma semana de distracção, porque as pessoas podem comentar o que fariam se ganhassem as quantias fantásticas em jogo. A mais divertida que ouvi, foi a de uma rapariga nos seus vinte e poucos anos a comentar que compraria o carro dos seus sonhos, um Ford Focus (que grande doida!).
Confesso que estes jogos não me atraem, se gosto imenso de jogar, não me agradam os jogos que dependem apenas da sorte e sempre achei que estes jogos eram um "roubo" descarado, que até fazem os casinos parecerem altruístas (nos jogos da Santa Casa o montante para prémios veria entre cerca de 30% e os 50% das receitas, enquanto nos casinos esta percentagem é sempre superior a 90%). No entanto ao ver a febre que afecta grande parte dos meus colegas, disse há umas semanas atrás que jogaria quando o prémio chegasse aos 100 milhões de euros, já sei que o valor do primeiro prémio na próxima semana é de 96 milhões de euros, talvez seja a altura de fazer a minha estreia neste concurso, e apostar pela primeira vez num concurso da Santa Casa nos últimos dez anos. Talvez assim entre nesse autêntico passatempo nacional de sonhar o que eu faria com tanto dinheiro. Posso, desde já, adiantar duas coisas: não compraria um Ford Focus, nem voltaria a trabalhar por conta de outrém.
Boa sorte!