Aqui vai a minha previsão (e o que eu preferia que ganhasse):
Melhor Filme - O Aviador (Million Dollar Baby)
Melhor Realizador - Martin Scorsese (Clint Eastwood)
Melhor Actor Principal - Jamie Foxx (Leonardo diCaprio)
Melhor Actriz Principal - Hilary Swank (Kate Winslet)
Melhor Actor Secundário - Morgan Freeman (Morgan Freeman)
Melhor Actriz Secundária - Natalie Portman (Natalie Portman)
Argumento Adaptado - Million Dollar Baby (Antes do Anoitecer)
Argumento Original - O Despertar da Mente (O Despertar da Mente)
Melhor Filme de Lingua Estrangeira - Mar Adentro (Mar Adentro)
Aqui estão os meus palpites para as nove principais categorias, vamos ver quantos consigo acertar.
Sexta-feira a seguir ao trabalho ir ver "O Aviador", embora os comentários que eu tinha ouvido não fossem os melhores, queria perceber a razão para 11 nomeações para os Óscares. Não é uma obra-prima, mas é um bom filme e vai certamente arrecadar umas estatuetas mais logo (espero ter tempo esta noite para escrever um post com as minhas previsões para a edição deste ano dos Óscares). Logo após o cinema, regresso a casa, para um jantar apressado e uma noite que foi muitissimo agradável: um chá num bar e depois HK com direito a karaoke e alguma dança, ainda por cima na companhia de uma pessoa que dança divinalmente (e não, não é exagero!).
Sábado, ficar um pouco na cama, afinal a noite anterior tinha terminado já depois das 4, mas não muito, porque era preciso tomar banho, almoçar e ir ter com os restantes elementos da equipa de Xadrez, para mais um jogo. O jogo correu mal - uma derrota com um adversário do meu nível. O que vale é que os restantes elementos da equipa ganharam, pelo que a minha derrota não teve grandes consequências. Logo a seguir um dilema: ir jantar com uma grande amiga e com uns amigos dela recentes que eu ainda não conhecia, ou ir até ao cinema. Depois de ela me dizer que estes amigos eram muito divertidos, não havia grandes dúvidas... A escolha foi sensata: uma excelente pizza, acompanhada de uma sangria fantástica e uma delícia de amêndoa que fazia jus ao nome. A seguir, um copo num bar no Cacém, e uma conversa animada noite dentro. A descoberta no grupo de uma fã de karaoke, e a promessa de uma noite para cantar na próxima semana (se eu tiver tempo para isso!).
Domingo, a manhã ficou para pequenas tarefas domésticas, logo depois a viagem até Lisboa para um lanche no meu café favorito e uma dose-dupla de cinema.
Cheguei agora a casa, para me preparar para a noite dos Óscares, que este ano vou acompanhar enquanto faço umas coisas de trabalho, é que faltam poucos dias para ir para Londres, e há coisas que tenho de ter prontas antes! De facto os próximos cinco dias vão ser stressantes: imensas coisas combinadas, trabalho para terminar e os preparativos para a viagem. Felizmente que depois destes dias que se anunciam agitados, se vão seguir outros bem calmos, noutro país, sem procupações, e numa cidade que eu adoro (obrigado Xana e Fabio pelo simpático convite. Isto é, bem sei que fui mais eu que me auto-convidei, mas obrigado por concordarem com a minha sugestão!).
Ir ao cinema é das coisas que mais prazer me dá. Não consigo exlicar esta atracção, mas a verdade é que, entre ver um bom filme em casa no meu sistema home-cinema , ou ver um filme medíocre, numa sala escura, com cadeiras pouco confortáveis, pessoas a fazerem barulho, a minha escolha vai para a última opção. Tenho óptimas recordações do cinema, não só dos bons filmes que vi, como até de um filme que não vi... Por isso, quando surgiu o cartão king kard, não hesitei. Nem mesmo a possibilidade real de ir trabalhar para o estrangeiro antes de completar o ano de cartão, ou o facto de ficar limitado a salas de cinema que nem eram as que eu mais frequentava, me fizeram ter dúvidas. Adoro cinema, e para sentir a magia, nem é preciso que seja um grande filme. Se repararem nas classificações que atribuo aos filmes que vou ver (costumo colocar no menú da direita), hão-de reparar que as notas são elevadas, a verdade é que as pontuações seriam bem diferentes se os filmes fossem vistos em casa. Aliás, em casa muitos filmes terminam com um zapping para outros canais ou funcionam como soporífero...
Mas se ir ao cinema ver um filme médio é bom, há os outros, aqueles filmes que me marcam, que me fazem pensar e que tantas vezes influenciam mesmo a minha vida. Só para citar alguns, lembro-me de : Do Céu Caiu uma Estrela, O Fabuloso Destino de Amélie, Tudo Sobre a MInha Mãe, Beleza Americana, Fight Club, Memento, Dogville e, hoje, junto outro a este lote de filmes, chama-se Million Dollar Baby, a que no título em português decidiram juntar um Sonhos Vencidos, que não tem nada a ver com o filme, uma vez que o filme que eu vi é sobre lutar pelos sonhos e, quem luta pelos seus sonhos nunca sai vencido.
Gostei tanto do jantar, que por mim combinava novamante para a semana. Alinham?
Depois de algum tempo de ausência, o regresso aos jantares em minha casa. Excelente companhia, uma noite divertida e um óptimo jantar (modéstia à parte).
Sábado lá nos vemos novamente, e sim, eu sei que não é suposto cantar!
Baixa abstenção e maioria absoluta para o PS.
Acho que é isto que se chama vontade de mudar!
Depois de alguns meses, voltei ontem a ir ao teatro, para ver um dos grandes clássicos do século XX, a peça "Quem tem medo de Virginia Wolfe?" de Edward Albee.
Fica a sugestão, porque não irem até ao Teatro da Trindade ver uma excelente representação. Tal como o filme "Closer - Perto Demais", a oportunidade para reflectir no papel que a verdade e a mentira desempenham numa relação.
Para quem morar longe de Lisboa, deixo outra sugestão: ver (ou rever) o filme com Elisabeth Taylor e Richard Burton.
Quem acredita que uma maioria absoluta é melhor para o país, deve defender que funciona melhor um casal em que apenas um dos elementos decide tudo.
Eu acredito que na política, como em tudo o resto na vida, o diálogo e a cooperação proporcionam melhores resultados. Acredito mesmo que duas cabeças pensam melhor do que uma.
A pouco mais de 30 horas do encerramento das urnas, adianto já o meu comentário aos vencedores e vencidos nas próximas eleições legislativas.
Vencedores
José Sócrates - Com algum mérito dele e com muito demérito do seu principal adversário, vai ser o grande vencedor destas eleições. A medida da vitória depende da concretização (ou não) do objectivo da maioria absoluta. Resistiu bem à campanha negra, e conseguiu transmitir uma imagem de serenidade ao longo de toda a campanha. Quem lhe acusa a falta de garra, esquece que foi com uma atitude muito parecida à de Sócrates que Cavaco Silva conquistou duas maiorias absolutas. Vai ter um grande teste quando apresentar o seu governo, conseguir que Vitorino aceitasse um lugar ministerial era um trunfo importante. Caso não consiga a maioria absoluta, é indispensável que aprenda com o mau exemplo de Guterres, e em vez de comprar o(s) voto(s) que lhe falta(m), seja capaz de estabelecer diálogos que permitam algumas das transformações que Portugal necessita.
Francisco Louçã - Outro dos grandes vencedores destas eleições. Graças a ele, o Bloco mantem o seu crescimento e, embora eu não acredite que seja já nestas eleições a terceira força partidária, acho que poucos duvidam que crescerá nesse sentido. Dos actuais 3 deputados, o Bloco de Esquerda passará, no mínimo, para o dobro (3 por Lisboa, 2 pelo Porto e 1 por Setúbal), mas penso que poderá ainda conquistar mais um, dois ou até três deputados. A dimensão da sua vitória será ainda maior se o PS não conseguir a maioria absoluta, o que deixará o Bloco como o seu parceiro natural.
Jorge Sampaio - Reagiu da melhor forma às críticas que lhe foram lançadas pelos responsáveis dos partidos do governo (com o silêncio). Os resultados de amanhã, vão certamente demonstrar que o povo português não se revia na maioria parlamentar do PSD-PP e que o Presidente da República não é eleito só para fazer umas viagens e presidir a actos protocolares.
Paulo Portas - Estas eleições confirmam o que eu já achava: este homem além de inteligente e competente, é um político muito bom. Um estratega, como há poucos na nossa política, conseguiu demarcar-se do PSD sabendo que este não teria grandes resultados. Vai ficar, provavelmente, abaixo dos 10% que pediu, mas um resultado muito próximo do obtido nas últimas eleições legislativas pode considerar-se uma vitória, para um partido que fez parte de um Governo tão impopular. Caso o PS não conquiste a maioria absoluta, irá certamente tentar que o PS negoceie com o PP eventuais apoios nas alturas-chave. Caso o conseguisse, seria o grande vencedor destas eleições.
Assim-assim
Jerónimo Sousa - Foi a grande surpresa desta campanha, não pelas propostas que apresentou (quais?), mas essencialmente pela simpatia. Ao contrário dos outros candidatos, com um discurso muito estudado, Jerónimo preferiu a espontaneidade, abandonando as cassettes do tempo de Cunhal e Carvalhas. Não é certamente o melhor político dos 5, mas granjeou uma simpatia que poucos suspeitavam possível, em especial de quem era conotado com a área mais ortodoxa dos comunistas.
Vencido
Pedro Santana Lopes - Quando se achava que os seus meses de primeiro-ministro tinham sido muito maus, PSL demonstrou que se consegue descer sempre mais baixo. O estilo de menino queixinhas fica muito mal a um candidato a primeiro-ministro, mas muito pior a quem exerce o cargo. Não deixa saudades como primeiro-ministro e estes meses talvez lhe tenham comprometido as aspirações presidenciais. Para quem defendia que ele era muito bom em campanhas eleitorais, estas eleições demonstram que às vezes, o que parece não é! Na noite de dia 20 vai tentar relativizar a sua derrota, lembrando os resultados das europeias, para defender que assumiu a liderança com menos do que os cerca de 30% que irá obter.
Para terminar, aqui deixo a minha previsão de deputados, feita com base no histórico das últimas eleições, bem como nas conversas que tenho ouvido.
PS - 117 deputados (maioria absoluta só garantida com os votos da emigração)
PSD - 81 deputados
PP - 13 deputados
CDU - 12 deputados
BE - 7 deputados
Ontem um amigo meu mandou-me a seguinte mensagem no MSN Messenger: Acredito que PSD+PP>PS.
Esclareço que não foi o Luís Delgado (que aliás não conheço, embora, como já aqui escrevi, o admire imenso pelo sentido de humor). Isto significa que há pelo menos dois adultos que acreditam mesmo nisto. Alguns podem estar a pensar que estou a errar nas contas, uma vez que o Santana Lopes também acredita. Não, não me esqueci disso, daí ter posto a palavra adultos.
Fui levantar a minha ecografia, que revela que tenho alterações do compartimento ligamentar externo, lesão do ligamento perónio-astragaliano, envolvimento parcial do ligamento perónio-calcaneano, bem como, heterogeneidade da inserção distal do tendão da tibial posterior (sic). Presumo que isto em português signifique que o meu tornozelo vai demorar mais tempo a recuperar do que eu pensava e que não vou poder correr a meia-maratona no próximo dia 13.
Apesar disso, sinto-me muito feliz no final desta semana, talvez pelo final eminente dos anos de (des)governo PSD-PP, talvez pelo Sol que continua a brilhar neste Inverno.
Não assisti, na noite de terça-feira, ao debate que juntou os líderes dos principais partidos às eleições legislativas. Estou a ver agora a repetição na RTPN. Se tivesse dúvidas antes deste debate (e não as tinha), o meu voto no Bloco de Esquerda tinha ficado agora decidido.
Depois do sucesso do teste do outro dia, decidi fazer um novo.
Mais uma vez, o objectivo é ver até que ponto é que os leitores deste blog me conhecem. Tentem, o teste demora apenas um minuto.
(Difícil foi encontrar 10 perguntas novas!)
Everytime I see you, you (still) leave me speechless.
Levantar bem cedo. Ir até ao Parque das Nações e passear com o fantástico Sol deste Inverno lisboeta. Almoçar numa esplanada, e ficar uma hora numa preguiça deliciosa a receber os raios de sol. Ir até um centro comercial (Saldanha Residence) e enquanto não chegava a hora do filme do dia - uma comédia porque o dia era de boa disposição - a leitura do jornal do dia. O filme, quase duas horas de boa disposição permanente. Um chá verde de cereja japonesa acompanhado de uma empada de frango, no Magnólia Café, enquanto lia a revista que acompanha o jornal e esperava pelo showcase da Kate Walsh. Quase 30 minutos com a voz de Kate Walsh, que ao vivo soa ainda melhor e é mais jewelish (o que para mim é um óptimo elogio). Jantar leve e vegetariano. Ida até à FNAC para adquirir a minha prenda de S. Valentim (sim, porque quem não tem namorada pode sempre oferecer-se uma prenda neste dia!). Beber o último chá do dia e dormir à espera de uma óptima semana.
Acho que vou começar a fazer poupanças, porque estou com vontade de me oferecer duas prendas.


O domingo tem sido passado a ouvir música e a ler... está a saber-me bem esta preguiça dominical. Bem sei que nos últimos dias muitos têm sido os momentos de preguiça, mas hoje acho que precisava mesmo disto!
Esta noite precisava mesmo de desabafar com alguém. Foi bom poder contar com a tua paciência para escutares os meus disparates (alguns dos quais bem sei que não fizeram nenhum sentido).
Depois de um início (demasiado) atribulado, acho que a nossa amizade tem todas as condições para crescer.
E esta vontade de iniciar tudo de novo, num país diferente?
No início deste ano referi que tinha decidido fazer algumas mudanças no meu blog. Não referi quais, hoje revelo uma delas: quando tivesse dúvidas sobre se deveria escrever ou não sobre um assunto, o melhor era não o fazer. Este blog é um divertimento, e não quero que ele seja responsável por (mais) mal-entendidos.
Depois desta explicação prévia, resta acrescentar que das muitas coisas que queria escrever neste blog, escrevo aquilo que não tenho dúvidas que quero partilhar: como foi bom ir ao meu primeiro encontro de tricot, estar com a Sofia, Lénia e Claúdia, rever a Batixa e conhecer o André. Foi engraçado sentir o apoio de todas ao rapaz que se atreveu a tentar fazer tricot, e até o olhar trocista de todos os outros frequentadores do bar onde decorreu o encontro. Posso não ter ficado entusiasmado com o tricot, mas irei repetir a presença nestes encontros, até porque estou à espera da minha carta astral comentada (certo Batixa?).
Por sugestão do Barnabé fui consultar o que a wikipedia tem a dizer sobre o nosso primeiro-ministro. Felizmente só puseram algumas das gaffes!
Neste blog já referi alguns dos meus hobbies: jogos de risco, jogos de futebol, corridas e, especialmente, o xadrez. É claro que há outros a que não fiz referência. Hoje escrevo sobre algo que nunca fiz antes, mas que estou decidido a experimentar, refiro-me ao tricot. Confesso que não sou (pelos menos para já) um entusiasta, mas o facto de algumas amigas pertencerem a um grupo de tricot, levou-me a questionar se poderia assistir a um dos seus encontros. A ideia era estar com pessoas de quem gosto e, simultaneamente, tentar perceber qual o fascínio que leva algumas pessoas a juntarem-se nas tardes de sábado para discutirem os melhores pontos e mostrarem os seus trabalhos. Embora concordassem com a minha presença, e como devem calcular vou ser um dos poucos homens presentes, impuseram-me que, pelo menos, tentasse fazer um pouco de tricot.
Por isso, amanhã à tarde, se tudo correr como espero, lá estarei, a dar os meus primeiros passos na arte de fazer um cachecol. Não acredito que vá tornar-me num entusiasta do tricot, mas quem sabe, não acaba por ser uma actividade interessante para algumas das noites deste Inverno frio.
Felizmente que não sou candidato a primeiro-ministro, senão já sabia os boatos que surgiriam: Você conhece mesmo este homem? 31 anos, não é casado e até faz tricot...
O debate pode não ter tido notas de humor, mas ouvir na SIC Notícias, o comentador do sistema Luís Delgado anunciar a vitória clara de Pedro Santana Lopes, deu a tal nota de humor que é tão característica nas suas intervenções. Fica a minha proposta à SIC: incluír Luís Delgado nos comediantes do Levanta-te e Ri, neste estilo de dizer piadas parecendo que está a falar a sério, só mesmo o Ricardo Araújo Pereira compete com ele.
Não foi uma vitória por knock-out, mas foi uma vitória indiscutível do Engº Sócrates. Fica por perceber porque razão o nosso primeiro-ministro insistia tanto nestes debates.
.. que me sinto bem melhor hoje?
Até o inchaço do meu pé diminuíu bastante de ontem para hoje. Sinto que a recuperação total vai ser mais rápida do que eu imaginava, até porque a vontade de melhorar é mesmo o melhor medicamento!
P.S.: Este é o post nº 500 do Fight Club, e surge numa altura em que o blog pode mudar de casa. Além de estar a tentar escrever este post desde hoje de manhã, o acesso aos comentários está indisponível desde ontem... Estes problemas levam-me a ponderar a mudança para outro servidor.
Naturalmente se houver mudança de casa, haverá aqui a indicação da nova morada.
Bem sei que não sou o Freitas do Amaral (mesmo que me possam acusar de um percurso político semelhante, devido ao meu passado na JSD), no entanto não queria deixar de fazer uma singela declaração de voto.
Nas próximas eleições legislativas vou votar uma vez mais no Bloco de Esquerda, faço-o porque me revejo na maior parte das suas propostas e porque aprecio os seus dirigentes (continuo a achar o Francisco Louçã o melhor político português) e a sua forma de estar na política. Voto no Bloco de Esquerda, porque ao contrário do nosso primeiro-ministro, não acredito que as empresas de sondagens estejam todas erradas e acho que o PS vai ser claramente o partido mais votado. Não achasse isso, e teria de pensar seriamente na hipótese de votar utilmente, porque se acho importante o Bloco de Esquerda reforçar a sua votação, acho decisivo que o PS tenha pelo menos um voto e um deputado a mais do que o PSD. Felizmente, a margem é confortável o suficiente para eu poder votar no projecto político com o qual mais me revejo.
Uma palavra para a CDU. Acho que ao contrário do que eu pensava, Jerónimo de Sousa trouxe um discurso mais arejado à campanha e, tem sido uma agradável surpresa ouvir as intervenções do novo secretário-geral comunista que, não abdicando dos princípios básicos do PCP, tem tido um discurso mais de acordo com os tempos actuais.
A campanha para as próximas eleições legislativas tem sido negativamente marcada pelos boatos. Já todos devem ter recebido por mail as referências que foram publicados num site brasileiro sobre os dois candidatos a primeiro-ministro, um amigo meu, optou mesmo por pôr esta opinião no seu blog. Não discuto a veracidade das insinuações feitas por este jornalista, do qual nunca tinha ouvido falar anteriormente. Confesso que pouco me interessa os amigos, preferências sexuais ou questões similares dos candidatos a primeiro-ministro. Preocupa-me, isso sim, a sua competência e as condições que têm para fazer um bom trabalho, e aqui, apesar de alguma desilusão com algumas hesitações recentes de José Sócrates, continuo a achar que este será melhor primeiro-ministro do que Santana Lopes (como aliás o seriam as principais figuras de ambos os partidos).
Em relação aos boatos, eles surgem muito por causa do desespero do (ainda) primeiro-ministro, o mesmo que critica a "campanha orquestrada" pelas empresas de sondagem, e enquanto diz que não quer levar a campanha para os ataques pessoais, não deixa de mandar as suas farpas, como por exemplo em Braga, em que após um almoço com mulheres afirmou que Sócrates preferia outros colos. Há ainda os cartazes do PSD a questionarem se os portugueses conhecem mesmo José Sócrates... Tudo isto são exemplos de como a política não deve ser feita, e mesmo que não tivesse tido a actuação desastrada a que todos assistimos, só por estas atitudes, acho que Pedro Santana Lopes merecia uma derrota exemplar nas próximas eleições.