Há uns dias escrevi neste blog que ainda não tinha planos para esta passagem de ano. Depois, ficou perfeitamente claro que sabia exactamente o que queria. Quero passá-la na minha casa, calmo, tranquilo e ... sozinho.
Para todos os que acham que isto são indícios de um homem à beira de uma depressão, lamento desiludir-vos, trata-se apenas do desejo de alguém que gosta muito do seu espaço e que neste momento prefere a tranquilidade de uma música calma à agitação normal desta noite. No entanto, não me transformei num monge budista, se hoje opto pelo "retiro", outras serão as noites em que preferirei a agitação. Só que serão outras noites, esta não...
Aqui vão as minhas escolhas do ano:
Álbum:
1."You Are the Quarry", Morrissey
2."Franz Ferdinand", Franz Ferdinand
3."Medulla", Björk
4."Talkie Walkie", Air
5. "Mind, Body & Soul", Joss Stone
Música:
1. "Take me Out", Franz Ferdinand
2. "Come back to Camden", Morrissey
3. "Yeah!", Usher
4. "Left Outside Alone", Anastacia
5. "Leaving New York", REM
Cinema:
1. Antes do Anoitecer, Richard Linklater
2. O Amor é um Local Estranho, Sofia Coppola
3. O Despertar da Mente, Michel Gondry
4. Diarios de Che Guevara, Walter Salles
5. A Má Educação, Pedro Almodóvar
Filmes que gostaria de ter visto (e ainda não vi):
1. A Vila, M. Night Shyamalan
2. A Melhor Juventude, Marco Tulio Giordana
3. A Vida é um Milagre, Emir Kusturika
4. Colateral, Michael Mann
5. Rapariga com Brinco de Pérola, Peter Webber
Espero receber os vossos comentários a estas escolhas que fiz, mandem as vossas listas!
Este foi o primeiro ano completo desde que tenho blog, pela primeira vez tenho um elemento extra para me lembrar do que foram estes 12 meses. Pensei em escrever, para mim, uma cronologia dos acontecimentos deste ano, mas acabei por mudar de ideias, tenho o arquivo onde posso em qualquer altura ir buscar os elementos que me permitem reconstituir o que foram as coisas boas e as más deste ano.
Acho que não foi um bom ano, por várias razões, se calhar a principal foi porque tinha posto a fasquia demasiado alta. Quando se fica muito longe da fasquia, o bom senso aconselha a tentar uma altura mais baixa no salto seguinte, eu acho que vou manter a minha fasquia lá bem no alto, talvez até a suba um pouquinho. Desta vez acho que vou conseguir!
Uma das maravilhas da espécie humana é que, mesmo actualmente, com mais de 6.000 milhões de habitantes, não existem duas pessoas iguais. Por um lado a carga genética diferente em cada um de nós (com a excepção dos gémeos idênticos), por outro lado a vivência que condiciona e modifica a nossa forma de viver e sentir, fazem com que todos nós sejamos diferentes, com formas diferentes de ver o mundo e de ver os outros. Aliás, essa é uma das razões porque escrevo neste blog, gosto de expôr a minha opinião, e gosto de ouvir a opinião de outros, dos que perdem algum do seu tempo a partilhar a sua opinião comigo e com todos os que lêem este espaço.
Uma das coisas que nos distingue enquanto indivíduos é, por exemplo, a forma como convivemos com os defeitos dos outros. No meu caso pessoal, sempre achei que ser injusto era o pior dos defeitos, bem pior do que ser desonesto, arrogante ou intolerante. Condenar alguém por algo que não fez, é para mim algo irreparável, o que faz com que o papel dos tribunais seja tão importante e ao mesmo tempo tão delicado. Devido a esta delicadeza, os tribunais dos países civilizados adoptaram o princípio in dubio pro reo, ou seja, dar o benefício da dúvida ao réu, não condenar sem ter provas disso. Acho que cada vez mais devíamos tentar transpôr este princípio das barras dos tribunais para o nosso dia-a-dia. Não julgar os outros, como se conseguissemos saber mais do que eles próprios sobre o que fazem ou sobre o que pensam. Tentar dar o benefício da dúvida, admitir que o que nos parece claro, poderá ser consequência de termos o olhar enviesado.
Estou certo que com esta atitude, será mais fácil evitar os mal-entendidos e as injustiças que tantas vezes fazemos ao longo da nossa vida.
(Já perceberam que nesta fase de balanço de 2004 e projecção para 2005, este é também um desejo para o meu novo ano, tentar evitar julgamentos apressados, tentar ver sempre o outro lado)
Já mandei alguns recados e mensagens através deste blog. Esse não é o seu objectivo, mas sempre que eu tiver vontade de o fazer vou continuar a fazê-lo.
Hoje, faço-o para alguém que tenho a certeza não lê este blog. Para te dizer, Cristina, que há muito tempo que és mais do que uma colega de trabalho, és uma amiga cujas opiniões, mesmo quando diferentes das minhas (e tantas vezes o são), têm tanta importância para mim, porque contigo percebo que a vida pode de facto ser bem simples.
Ontem, quando cheguei a casa hesitei entre dois programas: retornar ao ginásio depois de longas semanas de ausência, ou então ficar em casa. Felizmente optei por este último, soube-me bem fazer algumas arrumações, numa sala quentinha, perfumada por incenso de sândalo, ao som da minha música (Craig Armstrong, Sigur Rós, Portishead, Madredeus). Soube-me bem cozinhar, e embora tenha decidido confeccionar um prato que se faz em poucos minutos (a minha famosa carne picada com molho chili "Uncle Ben's"), estive a ler o livro que o meu irmão me ofereceu neste Natal, e a seleccionar alguns dos pratos que irei confeccionar nos próximos dias.
Para que a noite fosse melhor, não liguei o computador nem a televisão e, sem surpresa nenhuma, não lhes senti a falta.
É tão fácil estar bem.
Quem só ouve uma versão de uma história, fica (quase) sempre sem o mais importante... a verdade.
Não sei como vai ser o meu ano de 2005, ainda nem formulei os meus desejos para o ano que está prestes a iniciar-se. Sei, no entanto, que este ano quero dar razão a um velho chavão : "Ano novo, vida nova".
Antes de mais, espero que todos tenham tido um óptimo Natal!
Escrevo este post para anunciar o regresso, alguns meses depois, de um contador a este blog. De acordo com o contador do Weblog em Portugal, onde este blog se encontra alojado, as últimas semanas têm sido marcadas por um acréscimo do número de visitantes, que já me levou a ultrapassar o tráfego mensal a que tenho direito no meu serviço gratuito. O contador vai no sentido de perceber a que se deve este aumento de visitas, além de ser sempre engraçado ver as pesquisas que acabam por trazer os visitantes até este blog, espero mesmo partilhar aqui as mais curiosas.
O contador que utilizo não regista o IP dos visitantes, por isso, julgo que está salvaguardada uma condição que acho fundamental, a preservação da confidencialidade de quem me visita.
P.S. Depois de escrever este post, decidi mudar o contador, e o que utilizo agora até regista o IP dos visitantes, simplemente este é um dado que eu vou ignorar.
Neste blog já critiquei as pessoas que defendem a coerência como objectivo de vida, aqueles que são incapazes de defender uma opinião diferente daquela que defenderam anteriormente. Sempre achei natural que o crescimento e a experiência pessoal levassem as pessoas a mudarem de opinião sobre alguns assuntos.
No entanto, o convívio com algumas pessoas altamente instáveis leva-me a concluir que mais vale a coerência incoerente de não querer mudar de opinião, do que mudar frequentemente de opinião sobre os mais diversos assuntos e sobre as pessoas. É que lidar com pessoas com um feitio destes, pode até ser a garantia de não existir rotina, mas é, também, a garantia de nunca sabermos o terreno que pisamos. E todos nós precisamos de alguma estabilidade.
Como em quase tudo, acho que é mesmo no meio que está a virtude!
A 9 dias do dia 31 de Dezembro, ainda não sei o que vou fazer nesta passagem de ano. Não defendo, ao contrário de uma amiga, que haja uma relação directa entre a qualidade da passagem de ano e a do ano que se inicia. No entanto, também não acho que esta é uma noite como outra qualquer, e por isso, gosto de assinalar da melhor forma a entrada num novo ano.
O ano passado, a minha passagem de ano esteve muito próxima do que eu imaginara: foi no local que eu desejava (minha casa), com a companhia que eu desejava (amigos especiais) e a fazer o que eu desejava (ouvir música, conversar e jogar jogos). Este ano, não sei onde, com quem, ou a fazer o quê será a minha passagem de ano. Gostava de um local espaçoso, onde pudesse juntar amigos de agora e outros dos quais me afastei, onde a música alternasse entre os momentos de dança e outros que convidassem à conversa. Seria um local onde também viriam pessoas desconhecidas, atraídas pela ideia de um local com um ambiente muito cool.
Nos últimos anos a depressão tornou-se a doença da moda. Um período menos feliz na vida, insatisfação profissional, crise num relacionamento, qualquer destes sintomas é, hoje em dia, sinónimo de uma depressão. E depois não faltam os exemplos do amigo que também passou pelo mesmo. É claro que os psiquiatras, psicoterapeutas e a indústria farmacêutica agradecem. Por alguma razão, uma parte importante do spam que recebo no meu mail oferece, não só o Viagra e os seus sucedâneos, mas cada vez mais o Valium, Xanax e uma série interminável de antidepressivos.
Sempre achei esta reacção exagerada, no entanto, depois de alguns dias a assistir aos programas da manhã na televisão portuguesa (Praça da Alegria, Sic 10 Horas,Você na TV!), chego à conclusão que qualquer pessoa, que assista com frequência a estes programas e às histórias dos maridos que batem nas mulheres, dos filhos que morrem devido à toxicodependência, e de uma série de intermináveis dramas familiares, só poderá ficar à beira de uma depressão. Se eu achava que já tinha visto tudo na TVI, ver o programa "Você na TV!", apresentado pelo Manuel Luís Goucha, confirmou-me que é sempre possível descer mais baixo.
Acho que se percebe muito sobre os portugueses, e sobre o nosso país, ao saber que a estação que lidera as audiências em Portugal é a mesma do Big Brother, Quinta das Celebridades, telenovelas em série, informação em que o destaque de ontem foi o pai que trancou a filha em casa para impedir o seu casamento (!), Vidas Reais, e outros lixos televisivos...
É curioso que, quando tiro uns dias de férias, raramente faço a maioria das coisas a que me tinha proposto inicialmente. Estes dias de férias não têm sido excepção, a minha actividade nestes dias de ócio tem sido ficar deitado a ver televisão (sem televisão por cabo!) e navegar na internet. Não se pense, no entanto, que acho que estes dias não têm valido a pena. Além de ter descoberto alguns blogs de leitura interessante, que brevemente enriquecerão a lista dos meus favoritos, estas férias têm sido aproveitadas para reflectir sobre os acontecimentos dos últimos tempos, inclusivamente para perceber que fui algumas vezes injusto para alguém que tem sido uma verdadeira Amiga nestes últimos anos.
Estes dias de férias têm sido aproveitados para descansar, e nem tenho tido vontade de actualizar este blog. No entanto, não podia deixar de fazer uma breve referência à conferência de imprensa que ontem reuniu o Primeiro-Ministro e o Ministro das Finanças. Foi divertido ver o Ministro das Finanças culpar o anterior governo (do qual ele fazia parte), pelas dificuldades no cumprimento do défice deste Orçamento, esquecendo que poderia ter apresentado um Orçamento Rectificativo, ou pelo menos poderia ter referido estas falhas mais cedo. Mais engraçado, só ver o ainda Primeiro-Ministro, a pôr as culpas nos governos PS. Será que se ele fosse Primeiro-Ministro até 2014, como disse ser a sua vontade, continuaria com o discurso das responsabilidades históricas até essa data?
Todos nós vamos evoluíndo (no sentido lato do termo) ao longo da nossa vida. Os acontecimentos, as pessoas com quem interagimos, o nosso trabalho, todos estes e tantos outros factores contribuem para que, em cada dia que passa, sejamos pessoas um pouco diferentes. Como estas transformações são geralmente lentas, temos dificuldade em nos apercebermos delas, e ás vezes, só mesmo quando reencontramos amigos do passado, é que somos confrontados com essas mudanças. Outras vezes porém, as mudanças dão-se a um ritmo mais rápido, e em vez da evolução natural, temos uma autêntica revolução, que leva mesmo os amigos mais presentes a terem dificuldade em nos reconhecer. Quando esta mudança é muito rápida, é mesmo provável que nem os próprios se consigam reconhecer, e é assim mesmo que me sinto. Sei que sou em muitas coisas a mesma pessoa que sempre fui, mas sinto que os últimos meses mudaram mais em mim do que os dez anos anteriores, e ainda por cima, acho que essas mudanças não foram positivas. Sinto que passei de uma altura em que confiava excessivamente nas pessoas, para uma situação oposta, em que tenho dificuldade em confiar e em partilhar. Deixei de acreditar que estar apaixonado (mesmo não sendo correspondido) era a melhor coisa do mundo, para achar que uma relação de carinho, cumplicidade (tudo em doses q.b.) e correspondida, é o melhor a que um mortal pode aspirar. Mas, pior que tudo isto, é perceber que passei de uma fase em que gostava muito de mim (exageradamente na versão de alguns), para esta fase em que, como muitos casais, apenas me suporto e em que censuro muitas das minhas atitudes.
Se virem o meu velho EU por aí, avisem! Também ando à procura dele e não sei onde ele está.
Andava a pensar na possibilidade de passar a próxima semana em Pombal, junto dos meus familiares. É meu hábito fazê-lo por alturas do Natal, e depois de um ano, em que as minhas visitas foram tão esporádicas e rápidas, tinha grande vontade de manter esta tradição. Hoje, recebi uma notícia que me levou a ter a certeza de que era mesmo isto que eu queria. O meu irmão teve um problema de saúde (espero que nada de grave) e, nesta altura, quero estar com ele e dar-lhe o apoio possível.
Bem sei que nos últimos anos a nossa comunicação tem sido mais feita por silêncios, do que por confidências. Mas nunca deixei de ter orgulho no que ias fazendo (em especial a minha sobrinha!), e acho que sabes que, nos dias que correm, só tu me podes levar a votar no PSD! Mesmo as competições que gosto de fazer contigo (corridas, jogos de basquetebol, jogos de playstation, ...) são, essencialmente, uma forma de reviver os nossos duelos de infância e adolescência (concursos de televisão, basquetebol com bolas de papel nos cortinados da sala, para não falar das brigas rotineiras). A propósito de competições, vê lá se melhoras rapidamente. Não aceito desculpas para a tua inevitável derrota no Sing Star.
A época é de mudanças... é agora que o blog vai aparecer de cara lavada!
P.S. Ainda não é a versão definitiva, mas o fundo preto já não volta!
Se a minha vida fosse um título bolsista, eu diria que tinha atingido um all-time low, mas também diria que depois de um período bear, o futuro parece-me bullish. Espera-se para breve a quebra de importantes resistências.
Se fosse gestor de uma carteira de investimento, eu queria ter uma posição longa neste título. Mas talvez não pudesse, poderia ser acusado de inside trading!
Já aqui escrevi várias vezes sobre a rapidez com que as coisas mudam na blogosfera. Todos os dias aparecem blogs novos, da mesma forma que todos os dias há blogs que desaparecem, ou que são abandonados pelos seus autores. A preguiça tem-me impedido de actualizar a minha lista de favoritos, nos próximos dias espero fazê-lo, até porque há blogs que descobri há pouco tempo que quero partilhar com os leitores deste blog, assim como há outros que ainda constam da lista que já estão inactivos. Fiquem pois atentos à coluna da direita.
Faltam duas semanas para o final do ano. No início deste ano, tal como escrevi na altura neste blog, fiz uma listagem com 10 objectivos a atingir neste ano de 2004. A esta distância do final do ano, já é possível perceber se consegui cumprir os objectivos a que me propus, e garanto, que o cenário não é, de forma alguma, brilhante. Reparo que 7 dos objectivos não foram nem parcialmente atingidos, não existindo sequer evolução nesse sentido. Quanto aos restantes 3, não tendo sido atingidos, sinto que estou mais próximo do que estava no início do ano. É claramente um balanço muito negativo, que só agora, olhando para esta listagem pude perceber.
Surgiu a hipótese de trabalhar na União Europeia, hipótese com a qual eu não contava no início deste ano, e que a ser atingida, poderia compensar o fracasso noutros objectivos, pena que também esta oportunidade tenha sido posta em causa pelo meu excessivo nervosismo na entrevista.
Agora resta-me esperar que 2005 seja O Ano. Daqui a duas semanas estarei a definir objectivos para o ano que se avizinha, e vou fazer o possível para que daqui a um ano possa estar a escrever neste blog a minha satisfação por ter cumprido os objectivos, mesmo os mais ambiciosos.
Não sei se isto só me acontece a mim, depois de uma série de noites mal dormidas (no meu caso eram 5!), decido dormir logo que chego a casa. O pior é que, passadas poucas horas, acordo sem sono, e com a certeza que não vou dormir mais. Ou seja, acabo por dormir apenas o normal para uma noite, pelo que amanhã devo continuar com esta sensação que tenho horas de sono que preciso recuperar.
Hoje, passados 5 anos, voltei a sentir a terra a tremer. Paradoxalmente, apercebi-me, também hoje, que já há muito tempo não sentia o meu mundo tão sólido.
Não estão previstas (mais) réplicas!
...a Portugal!
Gostei muito destes dias no Grão-Ducado do Luxemburgo, espero ter a oprtunidade de voltar, quem sabe para trabalhar lá!
Depois de uma entrevista que me correu mal, estou desiludido. Nao porque ache que que as hipoteses de ser seleccionado sejam nulas (ainda creio haver algumas hipoteses), mas essencialmente, porque tenho a sensacao que podia e devia ter estado melhor.
Obrigado a todos os que torceram pelo meu sucesso.
Life goes on...
Ontem fui ver Alexandre, o Grande. Achei que, mesmo que o filme não fosse muito bom, valeria sempre a pena pela Angelina Jolie.
Afinal o filme até foi interessante, e se a Angelina Jolie está de facto lindíssima (como habitualmente), o filme contou também com a participação de outra actriz que, na minha modesta opinião, exala sensualidade. Refiro-me a Rosario Dawson, que embora só apareça escassos minutos, faz a sua presença bem notada. Para quem não reconhece o nome, posso lembrar que ela no filme A Última Hora (25th hour no original), fazia o papel de Naturelle.
P.S.: Já agora, devo esclarecer que as mulheres bonitas do título não se refere só a estas duas actrizes, mas especialmente às duas amigas que me acompanharam nesta ida ao cinema!
No outro dia referi neste blog que faltavam cerca de 187 horas para o meu exame, o tal que vai decidir a minha vida futura, aquele que se correr bem, me vai dar acesso a uma carreira exigente, mas promissora, e me vai permitir morar durante algum tempo no estrangeiro.
Neste momento faltam menos de 70 horas, confesso que tenho estudado muito pouco, talvez fosse mais correcto dizer quase nada. No entanto, mantenho este optimismo exagerado, que às vezes me faz perder jogos ganhos no xadrez, e que agora pode dificultar esta oportunidade única de que disponho. Sei, no entanto, que vou estudar, talvez a partir de amanhã, afinal hoje ainda vou ao cinema...
Li esta história, e confesso que não fiquei muito surpreendido. Que me perdoem os bons profissionais da segurança, mas quando vou a algumas lojas ou bares, não consigo deixar de ficar com a sensação de que muitos dos seus seguranças, gostariam de ter uma vida mais parecida com as personagens dos filmes do Steven Seagal ou do Jean Claude Van Damme, e deve ser muito frustrante passar o dia a ver se miúdos levam um CD, ou a revistar homens à entrada de um bar. Por isso, qualquer pretexto pode ser suficiente para um pouco de acção.
Devia ir estudar, mas não tenho vontade.
Tenho vontade de escrever no blog, mas não devo escrever o que que quero, porque sei que este é um espaço público e não quero gerar mal-entendidos...
Devia ir jantar, mas não tenho vontade.
Tenho vontade de sair de casa, mas tenho de ser responsável e tentar estudar.
Porque será que, tão poucas vezes, o que desejo é o que eu devo fazer!
Assim se vê a força do futebol, podemos estar com um governo à beira da demissão, o Presidente ainda não decidiu explicar aos portugueses o porquê dessa decisão, mas hoje, todas as atenções estão viradas para o futebol, e em especial para o presidente do F.C. Porto. Depois de nos últimos anos muitos terem sido os boatos que o relacionavam com corrupção, é agora detido para interrogatório. Amanhã é lançada a sua autobiografia, será que ainda vai a tempo de acrescentar um capítulo?
Quem me conhece, já percebeu que tenho por hábito fazer de advogado do Diabo. Quando me contam algo sobre uma pessoa que não está presente, tento pôr-me no lugar dessa pessoa e perceber as suas razões.
Isto não faz de mim o melhor ouvinte, há alturas em que todos precisamos de alguém que nos apoie, e não de uma pessoa que nos diga que se calhar até nem temos tanta razão como pensamos.
E se o faço, não é só por mau feitio como alguns julgam, nem é só por acreditar na importância do contraditório e de que todos têm direito à sua defesa é, essencialmente, porque já várias vezes me senti injustiçado por factos que revelaram sobre mim, ignorando o contexto em que se verificaram.
Por isso, para os que lêem este blog e que são simultaneamente meus amigos, peço desculpa se nem sempre sou o ouvinte que precisam. Também eu sei a importância de ter alguém que concorde sempre com as nossas opiniões, só que eu não sou assim!
... é quanto falta para um exame que poderá decidir a minha vida futura. Se tenho tido uma atitude demasiado optimista em relação a este concurso, nos próximos dias tenho que estudar a sério para confirmar este optimismo.
Hoje estive afastado da internet por diversas razões, e não pude, por isso, assinalar aqui a notícia do dia: depois de 4 meses de governo chefiado por Santana Lopes que não deixa saudades a ninguém, o Presidente da República decide (finalmente) dissolver a Assembleia da República e convocar eleições.
Para quem queria ser primeiro-ministro até 2014, Santana Lopes vai sair de São Bento bem mais cedo. Resta-lhe a consolação de que assim poderá voltar a pensar na candidatura presidencial.