Depois do mediatismo do ano passado, muitos vaticinaram que os blogs seriam um caso de sucesso passageiro, algo semelhante aos sucessos musicais de Verão, dos quais, quase ninguém se lembra no Natal. A verdade é que a blogosfera continua a estar na moda. Enquanto o "Expresso" anuncia a contratação de dois dos mais famosos bloggers portugueses: Daniel Oliveira do Barnabé e Carla Quevedo d' A Bomba Inteligente, destacando precisamente o seu papel nestes blogs; eis que continuam a surgir livros que compilam textos originalmente publicados na blogosfera, nos últimos dias chegou aos escaparates uma compilação do inevitável Barnabé e, com menor projecção mediática, é publicada uma selecção de contos d' Os dias de um Homem Banal, um blog cuja qualidade das histórias justificam a publicação em livro.
Aqui ficam duas sugestões para juntar a blogosfera aos livros, quando forem a uma livraria não deixem de procurar estes livros.
Depois de nas primeiras semanas os primeiros prémios não terem saído a apostadores portugueses, eis que sai finalmente o primeiro prémio do Euromilhões em Portugal. Não fui eu o vencedor, aliás não costumo jogar em jogos deste tipo, e tenho a certeza que este prémio fará mais pela divulgação do concurso entre nós, do que toda a publicidade já feita, ou até mesmo do que a Marisa Cruz.
Quanto ao vencedor do prémio de mais de € 43.000.000, tal como disse uma amiga minha, quando soube que tinha saido a um apostador português, acho que já se pode reformar.
Iniciou-se ontem, em Almada, o congresso do PCP, em que se vai dar a mudança de líder do partido: a Carlos Carvalhas vai suceder Jerónimo de Sousa. Acho que este congresso não tem tido a cobertura mediática que merecia, porque embora o peso do PCP já não seja o que era há uns anos, em que ainda se via a força do PC, a verdade é que a mudança de líder nos comunistas é tão rara, que bem merece ser notícia. Eu com os meus 30 anos só tinha conhecido dois líderes do PCP (número que seria igual se tivesse 40 anos). Só por comparação, assim de repente, lembro-me de uns dez líderes do PSD no mesmo período...
Se depois de 30 anos de liderança de Álvaro Cunhal, muitos esperavam que Carlos Carvalhas trouxesse a renovação que a idade de Cunhal já não parecia permitir, a verdade é que estes anos de liderança acabam por ficar marcados, na minha opinião, pela perseguição aos que ousaram apontar os erros do partido, e que tentaram transformá-lo num partido moderno, adaptado à realidade actual. Foi também na liderança de Carlos Carvalhas que o PCP perdeu a força que tinha junto da juventude, que se revê cada vez mais no discurso do Bloco de Esquerda, que hoje é, claramente, a terceira força política entre os jovens.
Se as expectativas em relação a Carvalhas eram muitas e parece-me que ele não as cumpriu, talvez aconteça o contrário com Jerónimo de Sousa, de quem ninguém está à espera que possa trazer grandes transformções, e quem sabe, não será ele o impulsionador da renovação de que o PCP bem necessita para continuar a desempenhar um papel importante no espectro político português.
O silêncio pode dizer muito, mas muitas vezes diz mal.
Quando alguém procura uma resposta, o silêncio pode ser a via mais cómoda, mas não é, certamente, a mais esclarecedora.
Jà várias vezes optei por esse caminho fácil, hoje não é esse que defendo, prefiro magoar alguém com algo que diga, do que o dizer através do silêncio, que será, sempre, um processo mais doloroso.

Amanhã estarei no Pavilhão Atlântico a ouvir (e ver) esta senhora...
I won't spend my life, waiting for an angel to descend,
searching for a rainbow with an end,
now that I've found you
I'll call off the search.
and I won't spend my life, gazing at the stars up in the sky
wondering if love will pass me by
now that I've found you
I'll call off the search
Out on my own I would never have known
this world that I see today
and I've got a feeling
it won't fade away
and I won't end my days, wishing that love would come along,
cause you are in my life where you belong
now that I've found you
I'll call off the search
Katie Melua, Call off the search
"You are gonna miss that plane"
"I know"
Se ainda não viram, não percam a oportunidade de ver o filme "Antes do anoitecer" no cinema. Eu saí do cinema encantado, e com muita vontade em ver o original "Antes do amanhecer".
A estadia no Algarve acabou por ser mais curta do que esperava. Tal como esperado fomos eliminados na meia-final da Taça de Portugal, com o meu resultado a ser meritório, empatando com um dos melhores jogadores portugueses, que ainda há pouco tempo representou Portugal nas Olimpíadas de xadrez. O regresso a Lisboa foi logo no sábado, permitindo-me fazer outras coisas neste fim-de-semana. Ontem ainda assisti ao "Novo Diário da Bridget Jones", um filme que me proporcionou um serão agradável, com uma banda sonora que dá vontade de cantar durante todo o filme.
Hoje, depois de uma manhã passada em arrumações, a tarde teve um pouco de desporto com um jogo de ténis e, para terminar o fim-de-semana, ainda pude ajudar uma amiga a fazer o seu primeiro bolo de chocolate com nozes (mesmo que ela ache que eu só colaborei na difícil parte de provar!).
Foi um bom fim-de-semana!
Este fim-de-semana vou até ao Algarve, disputar a final-four da Taça de Portugal em xadrez. No Sábado vamos defrontar o G.X. Guarda, a 2ª melhor equipa de xadrez nacional, que conta nas suas fileiras com o grande-mestre canadiano Kevin Spraggett, o melhor jogador radicado no nosso país.
Isso significa que provavelmente a nossa aventura na taça irá terminar amanhã, não disputando a final de Domingo.
Vai ser um fim-de-semana no Algarve, uma das minhas zonas preferidas de Portugal. Confesso que a companhia dos meus colegas de equipa de xadrez não seria a minha favorita para um fim-de-semana no Algarve, mas vou aproveitar para tentar descansar e retemperar as forças para a próxima semana.
Quanto ao jogo de amanhã, vou tentar evitar a derrota, e é sempre cómoda esta posição de saber que o normal é perder, pelo que qualquer outro resultado será um feito.
No outro dia falei de uma analogia entre o abandono numa partida de xadrez e a não-insistência em situações que são perdidas. Ontem tive a oportunidade de me deparar perante uma situação que já me aconteceu algumas vezes em partidas de xadrez, e que acho que é também uma boa lição para a vida. Quando estou em situações de vantagem em jogos de xadrez, já me aconteceu afrouxar a minha concentração, e desperdiçar a vantagem, empatando ou mesmo perdendo (como ontem) partidas que pareciam garantidamente ganhas. Também na vida, muitas vezes perante situações que parecem garantidas, há a tendência para tomá-las por certas, não fazendo o esforço necessário para as manter.
Assinala-se hoje, dia 17 de Novembro, o Dia Mundial do Não-Fumador, um dos poucos dias dedicado a um grupo a que eu pertença. Este dia, é também um pretexto para retomar o debate sobre a proibição do fumo nos locais públicos (incluíndo os locais de trabalho), proibição que parece inevitável, seguindo o exemplo de outros países europeus. Mas este assunto não está isento de polémica, enquanto uns vêm nesta medida uma cruzada contra os fumadores inspirada no moralismo americano, outros compreendem que estamos perante uma medida de higiene pública, que beneficiará todos, quer fumadores, quer não-fumadores. Não se trata de proibir o tabaco, trata-se apenas de impedir que o vício de uns resulte em prejuízos para outros.
Para mim, que não sou um militante anti-tabagismo e que, à excepção das ocasiões em que estiveram presentes grávidas ou crianças, nunca me opus a que os meus amigos fumadores fumassem em minha casa, esta parece-me uma medida justa, que quando for aplicada só pecará por tardia.
"O xadrez é como a vida", esta frase, atribuída ao ex-campeão mundial russo Boris Spassky, reflecte a analogia que existe entre este jogo secular e outros aspectos da vida.
Uma das decisões mais difíceis com que se depara um jogador de xadrez é, perante uma derrota praticamente inevitável, saber quando deve abandonar, quando por respeito ao adversário deve assumir com fair-play que a partida está perdida, pelo que não a deve prolongar desnecessariamente.
No xadrez, como na vida, há pessoas que optam por um abandono logo que vêm que as hipóteses de escapar à derrota são muito pequenas, e há outras que teimam em continuar a lutar, que acreditam que até levarem o mate final devem continuar a tentar...
Li um post, em que alguém definiu, de uma forma muito simples, o que me leva a escrever neste blog.
Escrevo essencialmente para mim, mas tal como um graffer, fico contente se os outros se identificarem com o que escrevo.
Há, no entanto, duas (importantes) diferenças em relação aos graffers: não imponho o que escrevo a quem não o quer ler e escrever no blog não é crime.
Quando a inspiração falha, porque não recorrer às coisas escritas por outros, e tal como dizem os Clã, "a lingua inglesa fica sempre bem":
Save me
from this sadness it's coming
or take me
before my smile it's dissolving
wake me
from this nightmare I'm entering
don't let me fall in the corners of my own
As a tear comes from inside
I feel like I'm gonna drown
and as I'm searching for something to occupy my mind again
I lay
Down on my bed
But then a picture of my soul shows me
there's no way instead
touch me
make me feel I'm alive
or forgget me
maybe I would die with time
love me
all I need is a hug
embrace me
'cause times are going too rough
and as I think I'm lost nowhere
I find where I am all alone
and as i'm desperating slowly just looking
at my night without stars
I pray
that someone could call
but then a picture of my own
tells me I'm made to fall
and it's a picture of my own
a picture of my own
a picture of my own
that's making me feel this way
and I'm so sorry babe
it's all so silent here
up here
here,here...
Fingertips, Picture of my own (música do excelente anúncio da Super Bock Green)
O xadrez é um hobby que me tem acompanhado nos últimos 15 anos de forma intermitente: desde alturas em que jogo com muita frequência, a outras em que raramento faço uma partida (foi assim nos primeiros quatro anos que estudei em Coimbra). Quem leia com alguma frequência este blog, já teve oportunidade de acompanhar essa intermitência. Depois de alguns meses afastado dos tabuleiros, as últimas semanas têm sido marcadas por alguns jogos de xadrez. Já aqui referi a qualificação da minha equipa (Clube TAP) para as meias-finais da Taça de Portugal de xadrez. Hoje inicio um torneio que me vai ocupar grande parte das noites nas duas próximas semanas, é caso para dizer, como no provérbio popular, que não há fome que não dê em fartura. Confesso que nestas noites me apetecia mais ficar em casa junto à lareira, a beber um chá ou chocolate quente, enquanto via televisão ou um dos muitos filmes que tenho para ver, ou quem sabe, a ler um bom livro ao som de uma boa música. No entanto, o facto de simpatizar bastante com o organizador deste torneio e de ele ter feito questão que eu participasse, não me deixou recusar o convite.
Resta-me aproveitar estes jogos de xadrez para me divertir, tentar fazer bons resultados, com a certeza de que em Dezembro a minha lareira estará lá para me acolher nas noites frias de Inverno.
Não sei se já repararam nos cartazes do “El Corte Inglês”, referentes aos períodos promocionais. Há as “semanas” que duram quinze dias, a “quinzena” que dura um mês inteiro e os meses que duram mais de dois…
Agora está a decorrer mais uma promoção, com o nome de “8 dias de ouro”, e claro, quando reparei nos dias em que decorria esta promoção, verifiquei que era entre 6 e 20 de Novembro, ou seja, os “8 dias”, afinal são 15 …
Desde que reparei nesta curiosidade que me interrogo de quais os motivos destas designações que não têm a ver com a duração das promoções. Dado que não acredito que os espanhóis não consigam fazer contas tão simples, deve tratar-se de um truque de marketing. E a ser o caso, posso garantir que comigo resulta. Embora não faça compras no El Corte Inglês de Lisboa há muito tempo, sempre que vejo um cartaz, não consigo deixar de olhar para as datas…
Depois de muitos meses de ausência, mais um Top-5, desta vez dos melhores concertos a que assisti:
1. Pixies (Super Bock, Super Rock - Lisboa, 2004)
2. Robbie Williams (Pavilhão Atlântico - Lisboa, 2003)
3. Pedro Abrunhosa (Pavilhão Atlântico - Lisboa, 2004)
4. Madredeus (Esc. Sec. José Falcão - Coimbra, 1993)
5. Mariza (Rock in Rio Lisboa - Lisboa, 2004)
Menções honrosas: Madonna(2004), Rádio Macau(1994) e Rolling Stones(2003).
Hoje decidi tirar um dia de férias, um dia para fazer as coisas que os meus fins-de-semana demasiado preenchidos não me têm permitido fazer: arrumações, ir às 12h40 ao cinema ver "A Vila" e descansar um pouco, porque isto de dormir pouco não deve fazer bem.
Quando são 18h já percebi que só vou conseguir fazer uma das coisas a que me propus, precisamente o descanso. E querem saber mais? Ainda não saí de casa hoje, mas acho que este dia de férias foi bem utilizado, tenho mesmo que tentar disciplinar o meu sono.
Há quase um ano atrás, tive uma experiência que me demonstrou como pode ser frágil a linha que nos segura à vida. Quando ia a saír de casa para ir ao médico, uma queda, que nunca percebi como aconteceu (julgo que devida a fraqueza depois de muitas horas sem comer), fez-me cair inconsciente e partir a cabeça. Acordei alguns minutos depois (não sei quantos), com a cabeça cheia de sangue e sem saber o que me tinha acontecido. A história teve ainda a participação de um vizinho, que se recusou a ajudar-me por se ter assustado com o sangue, e de um empregado de café, que me prestou os primeiros socorros e que prontamente chamou uma ambulância.
Mas esta história viria a ter outra persongem principal, uma amiga, que numa hora difícil, como noutras horas difíceis anteriores, esteve sempre presente e com todo o carinho ajudou-me a superar um mau momento. Na mesma altura em que descobria a fragilidade da vida, redescobria a força da amizade, e confirmava o que sentia há muito tempo: que aquela amizade não era apenas mais uma, que do outro lado, estava a Amiga, a pessoa com quem eu queria partilhar as minhas alegrias, mas também estavam os ombros onde eu queria chorar quando as coisas corressem mal.
No meu optimismo característico pensei que nada alteraria isso, que continuariamos a confiar um no outro e a cimentar esta amizade.
As coisas não aconteceram como esperava: desconfianças, acusações e discussões abanaram a estrutura desta amizade, mas eu sinto que as raízes ainda estão fortes, e que os ramos e as folhagens que caíram podem dar lugar a outros mais fortes e mais resistentes.
Por isso, esperando que não leves a mal falar de algo que é nosso neste espaço que é público, digo-te que, hoje, como há um ano atrás, continuarias a ser tu a pessoa que eu gostaria de ver quando saísse do hospital, assim como gostaria que fosse o meu número que pensasses em ligar sempre que precisasses de ajuda.
Esta tarde mais uma partida de xadrez. A minha vitória a contribuir para a vitória da minha equipa, que nos qualificou para as meias-finais da Taça de Portugal de Xadrez, um feito notável para uma equipa como a nossa. Vamos ver o que acontece daqui a 2 semanas...
Hoje, a minha esperança no futuro da humanidade baixou bastante.
Realizam-se hoje as eleições norte-americanas, o assunto é incontornável e para todo o mundo estas eleições vão ser de uma importância enorme. Não é só a atitude do actual presidente em toda a questão da guerra do Iraque, o mais importante, para mim, foi a forma como George Bush tratou o Protocolo de Quioto, um acordo que era apenas um primeiro passo, no sentido de tentar preservar o nosso meio ambiente e que ele recusou ratificar. Até poderiam ser iguais em todas as outras matérias, mas só o facto de John Kerry anunciar que, quando for eleito presidente, irá ratificar o Protocolo de Quioto, é motivo, mais do que suficiente, para eu considerar que a vitória de Bush seria uma grande derrota para a humanidade.
O fim-de-semana foi prolongado para muitos portugueses, e eu não fui excepção.
O meu fim-de-semana foi passado num ambiente rural, em plena Serra da Estrela, na boa companhia de amigos.
Dormir, comer e passear, eis como resumiria em três palavras estes três dias. Posso acrescentar, que gostava que o fim-de-semana prolongado se tivesse prolongado por mais uns dias...
P.S. Infelizmente não levei a minha máquina fotográfica, por isso não posso partilhar as imagens que guardei na memória da Torre com o seu manto branco, ou do Alva correndo no seu passo apressado...