Na próxima quarta-feira, pouco mais de 4 meses depois, regresso a Londres para conhecer um pouco mais de uma cidade com a qual sempre me identifiquei, mesmo antes de a conhecer...
Fica a promessa de deixar aqui algumas das impressões e imagens desta viagem.
Até lá divirtam-se, e não se esqueçam que a vida é tão curta que só faz sentido se for vivida com paixão.
O fim-de-semana começou na sexta à noite com umas partidas de risco em que as vitórias não me sorriram. No dia seguinte, jogo de xadrez para a IIª Divisão, em que além da minha derrota a minha equipa perdeu. No Domingo de manhã, o habitual jogo de futebol de Domingo foi cancelado, pelo que decidi enfrentar as filas de um hipermercado, perdendo o tempo que tinha destinado a uma ida ao ginásio. O jogo de ténis que tinha planeado com alguns colegas para a tarde de Domingo, foi adiado nessa manhã devido à chuva, tendo-se verificado à posteriori que poderíamos tê-lo mantido, uma vez que da parte da tarde o Sol brilhou. Para agravar o cenário, o Benfica perdeu na Madeira com o Nacional, e está cada vez mais longe do 2º lugar. Este resultado foi pior, na medida em que nos últimos 10 anos tenho jogado na Liga Record, um concurso em que este ano, ao contrário dos últimos, tenho uma equipa entre os primeiros classificados mas, mais uma vez, a minha relutância em apostar contra o Benfica me vai fazer cair uns lugares na classificação.
Nenhum destes acontecimentos, nem mesmo todos eles somados justificariam o título de fim-de-semana trágico, mas há coisas mais importantes do que todos estes jogos, e a morte de uma prima com apenas 6 meses de vida intra-uterina é motivo, mais do que suficiente, para classificar este fim-de–semana como trágico.
Eu só quero que tu saibas quem sou,
Ter a certeza que o meu tempo chegou.
Quero que me digas para partir ou ficar.
in Se eu Voltar, Pedro Abrunhosa
Quando olhei para o calendário deste ano de 2004, reparei que por (infeliz) coincidência, muitos feriados coincidiam com o fim-de-semana, o que me priva de uns dias extra de descanso. No entanto, o feriado de 10 de Junho é numa quinta-feira, o que convida a tirar um dia de férias no dia 11 e aproveitar 4 dias para conhecer um pouco melhor o nosso país. Hoje descubro que afinal vou ficar por Lisboa nesse fim-de-semana. Não, não são as festas de Santo António que me fizeram mudar de ideias, muito menos as eleições europeias, mais importante do que isso, pelo menos para mim, é a actuação, no dia 11 de Junho, dos The Pixies no festival Super Bock Super Rock, a oportunidade de assistir ao vivo ao concerto da minha banda favorita.
Pena ainda faltarem quase 4 meses... mas é importante saber esperar pelas coisas boas!
Já aqui falei de algumas músicas que vou descobrindo nos 97.8 da Radar.
Houve uma que durante os últimos tempos fui ouvindo sem conseguir descobrir o nome do grupo ou da música. Felizmente já os identifiquei, o grupo chama-se Maroon 5 e a música "Secret". Estou ansioso por ouvir o resto do álbum "Songs About Jane", para já deixo-vos esta fantástica música.
(A música já não se encontra disponível)
Carreguem em play para ouvir, talvez tenham de esperar uns segundos mas acho que vale a pena!
Nunca fui grande fã da Rita Lee, as minhas referências na música popular brasileira sempre foram outras (Maria Bethânia, Caetano Veloso, Chico Buarque, Elis Regina, Legião Urbana, Ney Matogrosso) e mais recentemente Zélia Duncan, Marisa Monte e Adriana Calcanhoto. No entanto, sempre admirei uma certa excentricidade da cantora e gosto da música que passa nas rádios e cujo teledisco já vi no Sol Música e no MTV Portugal. A música chama-se "Amor e Sexo" e, para os que ainda não ouviram, deixo a letra:
Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...
Amor é do bem...
Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois
Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal...
E tal e coisa...
Depois de um comentário a criticar o facto de eu preferir Pedro Abrunhosa a Jorge Palma ou Sérgio Godinho, sou obrigado a publicar este aviso: Os posts colocados neste blog reflectem apenas a opinião do seu autor (eu) e nada mais do que isso.
O final do dia de ontem foi passado no Pavilhão Atlãntico, juntamente com alguns milhares de pessoas a assistir ao espectáculo de Pedro Abrunhosa. Já há alguns meses tinha escrito sobre a qualidade do espectáculo e, tal como na altura referi, acho que ele é o melhor "cantautor" português, para quem não conhece a expressão ela designa os artistas que cantam quase exclusivamente as canções que eles próprios escrevem. Bem sei que há um Sérgio Godinho ou um Jorge Palma, mas na minha opinião, nenhum deles tem a qualidade do Pedro Abrunhosa, e então em termos de espectáculo, penso que não há nenhum artista/grupo português que se compare.
Já podem ter visto que voltei a sair rendido. No dia de ontem, talvez por ser o Dia dos Namorados, as canções do álbum "Momento" soavam ainda melhor do que nunca, e os grandes sucessos foram cantados entusiásticamente pela assistência. Nota muito alta para uma interpretação de "Hallelujah", um original de Leonard Cohen, que Pedro Abrunhosa emotivamente dedicou ao seu irmão Paulo Abrunhosa que faleceu há poucos anos.
Um final de dia em grande!
Não, o meu calendário não está errado! Bem sei que já passou o dia 14 de Fevereiro, mas dado que ontem não tive oportunidade de escrever, faço-o hoje.
O dia 14 de Fevereiro, mesmo na altura em que namorava, nunca teve um significado especial para mim, muito menos nos últimos anos. No entanto, ontem aproveitei o final da manhã para dar um passeio pelas ruas de Lisboa, e confesso que gostei de ver muitos casais com flores, de mãos dadas, com um ar apaixonado... Bem sei que alguns podem dizer que este dia só serve para "alimentar" o comércio, mas se a par disso, for possível aumentar as provas de carinho entre os casais, acho que vale a pena.
O dia de ontem, marcou o início de mais um Campeonato Nacional da IIª Divisão em Xadrez. Depois da subida da época passada, o objectivo deste ano passa essencialmente pela manutenção, o que não é um objectivo tão simples, porque em 10 equipas, 4 baixam à IIIª Divisão e só a primeira ascende de escalão.
Estava bastante animado com a perspectiva de dar o melhor pela minha equipa, quando soube que não contavam comigo para o jogo de ontem. Fiquei surpreendido, achei que a minha prestação no ano transacto me assegurava o lugar na equipa, e tanto insisti, que lá consegui convencer o responsável pela equipa para me incluir. O jogo era contra uma equipa boa, que já há muitos anos anda pela Iª e IIª Divisão, e depois da minha insistência em fazer parte da equipa tinha a consciência que qualquer resultado menos bom significaria grande dificuldade em integrar a equipa nos próximos tempos. Para quem gosta de jogar xadrez, como eu, isto poderia ser uma pressão demasiado grande. Felizmente, estes anos de xadrez ensinaram-me a lidar bem com a pressão, e apesar das insistências dos meus companheiros de equipa para eu aceitar o empate, acabei por ganhar um jogo, que contribuíu para a vitória da nossa equipa, que assim iniciou da melhor forma esta competição. Para mim, além da importância da vitória colectiva, foi mostrar, numa altura em que o meu valor tinha sido questionado, que podem contar comigo, pelo que, nos próximos meses, muitos dos meus sábados vão ser ocupados a jogar xadrez.
As noites de insónia surgem quando menos se espera, a de hoje não! Senti que me tinha faltado dizer qualquer coisa e o meu corpo recusava-se a adormecer antes de falar contigo. Como não estavas ao meu lado para me abraçar e dizer que tudo estava bem, não dormi, mas decidi que nunca mais me quero deitar com algo por dizer...
Chegaram, viram e, tal como os seus irmãos mais velhos (CDs) tinham feito, conquistaram quase todos. Falo dos DVDs, o formato que está, definitivamente, na moda, e que substituíu em termos de importância o CD-áudio na hora de escolher uma prenda. As razões são fáceis de entender: além das inúmeras possibilidades de escolha (filmes, concertos, documentários, séries de televisão,...), o DVD é ainda uma novidade e é normal ao Homem sentir atracção pelo que é novidade (algumas amigas minhas minhas escreveriam homem, porque acham que é o sexo masculino que anda sempre atrás da novidade).
O facto de estar na moda leva a que as revistas e os jornais se desdobrem a "oferecê-los", e alguns, como eu, já têm uma colecção em casa que, provavelmente, nunca verão na totalidade. Com uma oferta tão vasta de DVDs a baixo preço (menos de €10), é essencial ser criterioso na escolha. Surge agora uma colecção que me parece poderá incluir filmes "obrigatórios" para os adeptos do DVD, chama-se "Cine Clube DNa" e inicia-se na próxima 5ª feira, com "Apocalypse Now Redux". Os restantes filmes ainda não foram anunciados, mas dado que resultarão da escolha de João Lopes, o crítico de cinema cujas escolhas mais aprecio, tenho a certeza que serão filmes de qualidade, que me "obrigarão" a aumentar a minha colecção.
O Presidente da Câmara Municpal de Lisboa anunciou a intenção de apresentar uma proposta no sentido de banir qualquer tipo de publicidade exterior na Praça Marquês de Pombal, com o objectivo de "limpar" a principal praça da cidade. Surpreendente esta intenção, vinda de Pedro Santana "Outdoors" Lopes, o mesmo que tem enchido o Marquês de Pombal (e o resto da cidade de Lisboa) de cartazes de auto-promoção.
No início de qualquer relação, seja ela de amizade ou amorosa, poucas coisas são tão incómodas como o silêncio. Quem não se viu já na obrigação de falar sobre o tempo, ou outro assunto semelhante, para quebrar um período de silêncio? Acho que um dos sinais de maturidade de uma relação é, precisamente, a altura em que os silêncios deixam de ser vistos como incomodativos, e passam a ser devidamente apreciados. È nesta fase que se descobre que o silêncio pode dizer tanto, e por vezes até mais, do que uma conversa.
Espero que a relação deste blog com os seus leiotres assíduos (se os houver!) já tenha atingido esta fase de maturidade, por forma a que me perdoem os dias em que não há posts novos e, quem sabe, até a apreciar estes momentos de silêncio.
Há quem diga que não sabe se tem mais prazer em oferecer ou em receber prendas. É por isso que eu gosto tanto de me oferecer prendas, assim tenho os dois prazeres simultaneamente...
…que nos fazem sentir bem. São pessoas que têm o condão de transmitir o que de melhor têm aos que os rodeiam. Felizmente conheço algumas pessoas com esta rara qualidade, é precisamente a duas delas que dedico estas linhas.
Uma tem uma alegria contagiante e é quase impossível estar triste ao pé dela, ela faz com que os problemas percam importância e mesmo um não-crente, como eu, fica com vontade de dar graças pela bênção de estar vivo. A outra é possuidora de uma grande calma e serenidade, que faz com que a sua companhia seja mais relaxante do que uma aula de Yoga, quando estou com ela parece que o mundo gira mais devagar e talvez este seja o segredo para ela parecer bem mais nova do que consta no seu bilhete de identidade.
Estas duas amigas partilham o mesmo 2º nome (Marina), o que até pode comprovar a teoria que defendi há uns meses atrás da importância do nome próprio, e nasceram ambas em África. Mais importante do que estas coincidências, são duas pessoas que me fazem muito bem, e a todos os que têm o privilégio de conviver com elas.
O relacionamento com este tipo tão especial de pessoas só tem um inconveniente: é difícil não ficar com a sensação de que nunca poderemos dar tanto como recebemos…
Já há muitos anos que uma das minhas paixões é a música, e hoje lembro-me que este gosto pela música desenvolveu-se principalmente com os telediscos que passavam na televisão, que eu ou o meu irmão (em especial ele) gravavamos em cassetes VHS e depois assistíamos vezes sem conta, ao ponto de em cada música já sabermos qual o teledisco que se seguia...
Isto aconteceu nos anos 80, mas ainda hoje recordo com saudades aquelas cassetes. Os tempo são outros, mas com o desenvolvimento dos canais especializados em música, os telediscos ganharam ainda maior importância, e um bom teledisco é, normalmente, um passo importante para o sucesso de uma música... Eu continuo a ser um ávido espectador dos telediscos e foi por isso com grande alegria que li a notícia da edição de colectâneas dos trabalhos de 3 dos mais conceituados realizadores deste género: Chris Cunningham (All Is Full of Love da Björk), Michel Gondry (Fell in Love with a Girl, dos The White Stripes) e Spike Jonze , o realizador do excelente Queres Ser John Malkovich e que antes, tinha dirigido inúmeros telediscos de sucesso onde se destaca, por exemplo, Weapon of Choice, de Fatboy Slim, que foi eleito recentemente o melhor teledisco de sempre numa votação promovida pelo canal VH1.
São três DVDs que eu não vou querer perder e que se algum leitor generoso me quiser oferecer terei o maior gosto em aceitar. De outra forma, lá terei que abrir os cordões à bolsa...
Esta gaffe foi detectada pelo blog "Sous les pavés, la plage", mas não resisto a transcrevê-la aqui. No portal do Governo, pode ler-se que a Resolução do Conselho de Ministros que aprova a Iniciativa Nacional para a Banda Larga, define o seguinte objectivo para 2005:"O número de alunos por computador nas escolas será superior à média europeia".
Ora aqui está um objectivo que já foi atingido, e que a manter-se o desinvestimento na educação será largamente ultrapassado.
Já poucos duvidam que estamos a viver um período de crise e, na minha opinião, mais grave do que a crise económica que atravessamos e que é temporária, é a crise de confiança, essa bem mais difícil de superar.
Normalmente é nestes períodos de pessimismo que, face às dificuldades, as pessoas se deixam seduzir por discursos populistas e xenófobos. Foi por isso uma (agradável) surpresa constatar que na última sondagem publicada pelo Diário de Notícias, o CDS-PP tinha caído para menos de 2% das intenções de voto.
Bem sei que é apenas uma sondagem, mas deixa-me bem mais optimista em relação ao nosso futuro.