"O xadrez é como a vida", esta frase, atribuída ao ex-campeão mundial russo Boris Spassky, reflecte a analogia que existe entre este jogo secular e outros aspectos da vida.
Uma das decisões mais difíceis com que se depara um jogador de xadrez é, perante uma derrota praticamente inevitável, saber quando deve abandonar, quando por respeito ao adversário deve assumir com fair-play que a partida está perdida, pelo que não a deve prolongar desnecessariamente.
No xadrez, como na vida, há pessoas que optam por um abandono logo que vêm que as hipóteses de escapar à derrota são muito pequenas, e há outras que teimam em continuar a lutar, que acreditam que até levarem o mate final devem continuar a tentar...
E como no xadres, depois de uma derrota recomeca-se outro jogo e eventualmente a vitoria chegara. Sem com isto querer diminuir a importancia e singularidade de cada jogo. Depois, continuar ou nao a jogar dependera tambem de cada um... Bonita alegoria, bem mais profunda do que aquilo que me apeteceu comentar reflecte!... Bjos, borracho, e boa sorte!
Afixado por: xana em novembro 17, 2004 03:30 PMEngraçada esta analogia… Realmente há quem viva a vida desta forma. Como um jogo em que o principal objectivo é ganhar a um adversário, em que cada peça movida tem um objectivo, em que cada movimento é estudado e as consequências devidamente calculadas. A existência da “derrota” como consequência da vitória de outros…
Eu prefiro pensar na vida como jogos individuais, sem adversários, em que o objectivo é sempre melhorarmos as nossas “marcas” (com ou sem a ajuda de outros) … Sabes perfeitamente os desportos que gosto e pretendo praticar (risos)
Eu também sei....."mergulho em profundidade sem escafandro autónomo" (em apneia portanto). "Os outros" serão certamente os colaboradores que verificam se os patamares de descompressão e velocidade de ascenção segura são cumpridos....acertei? Já agora Magnólia, que profundidade atinges?
A propósito do "post" p.p.d................ Joguei milhares de partidas de "damas" com o meu avô (Francisco também)...dessas terei vencido (????) seguramente menos de 5%. Nunca me senti derrotado (???) embora admita que as vitórias (???) me sabiam a "barrica de quilo de ovos moles de Aveiro". Nunca senti que desistisse (ou que isso incomodasse o meu adversário (???????)) quer quando arrumava as "pedras" para uma nova partida sem que a anterior estivesse "formalmente concluída" ("tempo" e "desnecessário" não agitavam o nosso vocabulário e "fair play" significaria lealdade independentemente da distância a que estivessemos do tabuleiro) quer quando "outra actividade" vinha substituir a primeira. Será que havia um reconhecimento secreto (tácito) da "ordem natural das coisas"? Será que "na vida" (nas outras coisas da vida) esse reconhecimento também existe mas temos medo de o "praticar"?
"Dúvidas e Dúvidas, Companhia Limitada".