Tudo indica que o Dr. Durão Barroso, de partida para liderar a Comissão Europeia, já decidiu pelos portugueses quem será o seu substituto. Acha ele, que a legitimidade que conquistou nas urnas pode ser transmitida.
Eu acho que os portugueses têm o direito de decidir se concordam ou não com esta escolha e, neste momento, não me parece que o Dr. Santana Lopes, ou qualquer outro político do PSD, fossem escolhas da maioria da população.
Esqueceste-te de algo importante. O PSD foi o partido mais votado para um período de 4 anos. Logo, tem a legitimidade popular para estar no poder. Logo, o Partido pode com toda a legitimidade nomear outro representante.
Embora seja militante do PSD, não sou Santanista, mas prefiro deixar aberta a porta da dúvida.
Hoje, com os actuais meios de comunicação, é fácil uma pequena minoria (que neste caso é dificil verdadeiramente quantificar) de 2500 pessoas tentarem ganhar visibilidade com acções mais mediáticas.
Penso que perante a questão crucial de eleições antecipadas, não teremos a maioria da população a solicitar este tipo de opção.
Os votos não são cheques em branco!
Vota-se numa pessoa, num programa eleitoral, num grupo de deputados.
A minha opinião é que o PSD, ao ter uma actuação muito diferente do que tinha prometido durante a campanha eleitoral, até já tinha perdido a legitimidade para governar. Agora, ao querer impor como primeiro-ministro alguém que nas últimas eleições legislativas (se não me engano) nem sequer foi eleito deputado, está a retirar ao povo português a possibilidade de escolher o seu chefe de governo.
Ignorar que, hoje, a maior parte da população portuguesa não quer o Dr. Santana Lopes como primeiro-ministro, é não respeitar a vontade popular, e logo a democracia.