O dia de terça-feira foi de facto propício à nostalgia. Terá sido influência do famoso “trânsito de Vénus”?
Depois de uma viagem de comboio a recordar antigas paixões, a noite foi passada em animada conversa com uma amiga dos tempos de Coimbra, relembrando as inúmeras peripécias que por lá vivemos. Foi de facto uma época muito especial, numa cidade que tinha para mim um encanto único. Hoje, passados estes anos, já não sinto essa magia em Coimbra, porque quando vou aos lugares de sempre, não encontro as caras conhecidas. Mas a Coimbra dos tempos do “Bohémia F. C.”, a Coimbra onde eu encontrava o Marco, o Pedro, o João, a Ana, o Piki, o Vitor, o Serrano, o Vila Nova, o Paulo da Madeira, a Carla, o Maurício, o Dias, o Artur, o Jordão, o Russo, o Paulinho, o Bruno, o Rui da Guarda, o Rui da Póvoa, e tantos outros, essa já não a encontro no local que o mapa assinala como Coimbra, só mesmo na minha memória e na dos que viveram aqueles tempos, e sabe muito bem visitá-la de vez em quando.
Quem não deve ter achado a noite tão animada foi o Miguel, um colega meu que estudou em Lisboa, e que por isso deve ter-se sentido um pouco perdido ao ouvir-nos falar com tanta emoção dos tempos em que éramos estudantes em Coimbra.