Esta semana tive uma reunião com colegas de trabalho e, como habitualmente, a forma normal de se referir a um colega licenciado passou pela utilização do "dr.", que na linguagem oral dá direito a ser doutor e tudo.
Confesso que sempre fui adepto da frase: "doutor sem ser doutorado só médico ou advogado" e, devo dizer que mesmo sabendo que não rimava, excluía os advogados deste grupo, limitando o tratamento por doutor aos médicos e, naturalmente, aos poucos doutorados que temos. A ideia que tenho é que é assim nos países um pouco mais desenvolvidos do que nós, mas em Portugal, em que o importante é parecer, todos querem ser tratados por doutores, e mesmo que a licenciatura tenha sido "adquirida" numa universidade de "vão de escada", ninguém dispensa o "doutor" e acham que é uma falta de respeito os que utilizam a forma "Sr." ou "Sra." no tratamento.
É claro que este é apenas um dos indícios do nosso "provincianismo" e, como tantos outros, demorará algum tempo a alterar. Eu vou continuar a achar estranho que, numa reunião entre colegas o tratamento se faça por "dr. X" e "dra. Y", faz-me pensar que estou num congresso de medicina...
tambem tive a mesma sensação !!!!
Afixado por: verbal em janeiro 31, 2004 08:16 PMOk, nesta concordo contigo. :)
Afixado por: Lane em fevereiro 2, 2004 02:54 AMMuito bem, dr. Parreira!
Afixado por: dr. Miguel em fevereiro 2, 2004 06:40 PMO médico só pode ser tratado por Dr. se for doutorado, como meros licenciados que são, logo devem ser tratados por Sr. médico ou Srª. Médica.
Em outros países onde não existe "provincianismo", também existe o tratamento por Dr. e não são médicos e doutorados mas tiraram um curso superior. Agora existe nesses países muitos cursos " vão de escada".