No passado dia 25 de Novembro assinalou-se o Dia Internacional contra a Violência Doméstica, foi a ocasião para se falar de um problema de que se fala tão poucas vezes e por norma, apenas quando são conhecidos casos envolvendo figuras públicas.
Tanto se fala da "guerra civil" provocada pela condução de alguns portugueses, e ignora-se esta, que tem a agravante de ser entre pessoas que decidiram fazer uma vida em comum e que provoca alguns mortos e certamente muito mais feridos do que todos os acidentes rodoviários.
A própria sabedoria popular, que em tantas situações nos dá importantes lições de vida, se revela má conselheira ao dizer: "entre marido e mulher não se mete a colher". É óbvio que todos temos o dever de intervir quando presenciamos ou temos conhecimento da agressão de alguém. Li no blog do Cajó que ele, como pessoa bem formada que é, há poucos dias, quando ouviu indícios de uma agressão conjugal decidiu chamar a polícia e intervir. Mas quantos de nós, não preferem assobiar, olhar para o lado e dizer que o problema não é nosso?