setembro 07, 2003

Pequena homenagem

De silabas de letras de fonemas
se faz a escrita. Não se faz um verso.
Tem de correr no corpo dos poemas
o sangue das artérias do universo.

Cada palavra há-de ser um grito.
Um murmurio um gemido uma erecção
que transporte do humano ao infinito
a dor o fogo a flor a vibração.

A poesia é de mel ou de cicuta?
Quando um poeta se interroga e escuta
ouve ternura luta espanto ou espasmo?

Ouve como quiser seja o que for
fazer poemas é escrever amor
a poesia o que tem de ser é orgasmo.


Poesia-Orgasmo, José Carlos Ary dos Santos

Publicado por tyler em setembro 7, 2003 02:15 PM
Comentários

"De silabas de letras de fonemas
se faz a escrita. Não se faz um verso."

lindo.

Afixado por: Xobineski Patruska em setembro 7, 2003 03:02 PM