Os nomes próprios são uma coisa estranha, não os escolhemos, a maior parte das vezes nem pensamos no que significam, mas acompanham-nos a vida toda. Há casos de mudança de nome, mas são tão raros, que na verdade, quase toda a gente aceita o nome que lhe é dado ao nascer. O mais curioso, é que, normalmente, as pessoas se habituam tanto ao seu nome, que mesmo muitos dos Etelvinos e Tedoricos exibem com orgulho os seus nomes, sentido pena dos Pedros, Diogos e outros semelhantes, por estes terem nomes tão vulgares.
Mas será lógico pensar que o nome molda o carácter das pessoas? Racionalmente todos dirão que não, mas quantas vezes, dou por mim a ter uma opinião das pessoas só pelo nome próprio? No caso das mulheres, por exemplo, costumo ter empatia com as Elsas, Mónicas, Lilianas e Saras. Por outro lado as Teresas... acho que talvez tivesse simpatizado com a Madre Teresa de Calcutá, ou se calhar nem com esta...
Eu gosto de Gonçalos e Luises. Os Gonçalos e Luises também gostam de Xobineskis.
Não há muitas Xobineskis, nem Patruskas. Dizem que Patruska é considerado um nome demasiado antigo e feio na Rússia. Mas não é, pois não? É estaladiço, é aconchegante, é doce e forte, é como SOFIA.
Afixado por: Xobineski Patruska em agosto 12, 2003 11:01 PM