Pelo meu último post poderiam ficar com a ideia que não gosto dos políticos. Na verdade o que eu não gosto é que me mintam, e não fico muito contente quando um primeiro-ministro (no qual não votei), eleito com a promessa de baixar os impostos, decide aumentá-los, justificando-se com o "desconhecimento da situação real das contas públicas". Não é suposto um candidato a primeiro-ministro tentar informar-se sobre a execução orçamental, para poder saber o que promete? Penso que sim...
Felizmente nem todos os políticos são iguais, e há alguns nos quais deposito a minha confiança, se fosse possível juntá-los a todos no mesmo governo, sentiria-me mais optimista em relação ao futuro do nosso país.
Vou então deixar aqui mais um top-5, o dos políticos nos quais mais acredito. Limitei a escolha a políticos conhecidos de todos, porque de outra forma, o primeiro lugar teria de ir para um vereador de uma câmara do distrito de Leiria (que por acaso é meu irmão).
Eis então a lista:
1. Francisco Louçã
Admiro-o desde os tempos do PSR, quando falhou a eleição como deputado por escassas centenas de votos. Muito inteligente, é um orador brilhante e vê-se que se move pela força das convicções. É a alma daquele que considero o mais interessante projecto da política portuguesa actual, o Bloco de Esquerda.
2. Miguel Cadilhe
O pai do actual sistema de impostos portugueses. De reconhecida capacidade técnica, soube criticar o rumo do BCP, de que era adiministrador, antes do tempo e o mercado lhe darem razão. Como presidente da Agência Portuguesa para o Investimento, já criticou a obcessão pelo défice da ministra das Finaças, e já se percebeu que, também aqui, o tempo se encarregará de lhe dar razão. Com ele, não tenho dúvidas que há condições para o aumento do investimento em Portugal, mas preferia vê-lo como ministro das Finanças
3. José Sócrates
Na minha opinião, um dos melhores ministros dos governos de Guterres (a par de Sousa Franco e Mariano Gago).
Tem o carisma e o discurso cativante que faltam a Ferro Rodrigues.
Penso que será o próximo primeiro-ministro de Portugal (palpite arriscado).
4. Diogo Freitas do Amaral
Dos nomes avançados para candidatos às eleições presidenciais, julgo ser aquele que tem mais perfil para o cargo.
O facto de estar afastado da vida política partidária, deve impedi-lo de ter o apoio de algum dos principais partidos.
5. António Vitorino
Continua a ser avaliado como um dos melhores comissários europeus, tendo sido mesmo apontado como potencial secretário-geral da NATO.
Tentei incluir os principais partidos nesta minha escolha. Não considerei ninguém do PCP, porque acho que o partido está a passar por um momento de crise. O afastamento dos "renovadores", foi mais um tiro no pé, de um partido que tarda em encontrar um rumo. Também não incluí ninguém do CDS-PP, embora esteja um dos seus fundadores.
Para grande pena minha, não há qualquer mulher neste top (aqui não há quotas...), o que nem é de estranhar, dado que em Portugal a política é praticamente um feudo masculino